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Movimento das Comunidades Populares: 54 anos de História e Luta

O movimento tem 54 anos.

Suas origens remontam a 1969 quando, em plena ditadura militar, a Juventude Agrária Católica transformou-se no Movimento de Evangelização Rural e mais tarde, em 1986, na Correntes Sindical dos Trabalhadores Independentes.

O primeiro encontro nacional do MCP decidiu agir em cinco esferas: econômica, social, cultural, popular e sindical.

Veja aqui: https://youtu.be/hJJmw8R8hw0

 

A Terapia Comunitária Integrativa, na 17a. Conferência Nacional de Saúde

Por Maria Lucia de Andrade Reis

Veja aqui uma síntese da participação da ABRATECOM-Associação Brasileira de Terapia Comunitária Integrativa, neste evento de enorme importância.

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A TCI é uma ação cidadã humanizadora, restabelecedora de vínculos, potenciadora da autoestima e do empoderamento de pessoas e comunidades.

Brasil: Movimentos Sociais desafiados a protagonizarem mudanças

Grave retrocesso, a decisão majoritária dos Deputados contra nossos povos originários, ao imporem o iníquo “ Marco Temporal”, que a ministra  Sonia Guajajara chama, a justo título, de “Genocidio legislado“. Não bastassem as barbáries bolsonaristas, cometidas no seu Desgoverno, eis que a maioria dos membros da Câmara Federal, ignorando que o Brasil elegeu um novo Presidente, teima em proceder como se continuássemos na barbárie bolsonarista.

Estamos diante de um grave risco para a nossa Democracia: os herdeiros da Casa Grande continuam insistindo no retorno à escravidao, aliados que seguem ao Agronegócio, aos interesses rentista, aos grileiros de terras indígenas e quilombolas, às grandes empresas de mineração, aos garimpos ilegais, aos madeireiros, entre outras forças plutocráticas.

Ao contemplar os impasses  da atual conjuntura, sinto-me remetido à figura de José Honório Rodrigues – para mencionar apenas uma de nossas referências historiográficas – , para quem não têm sido nada  frutíferas as reiteradas frentes amplas, a exemplo da que vem caracterizando o Governo Lula. Nelas, a classe dominante quase sempre impõe reveses contra as aspirações e os projetos populares.

Após cinco meses de governança, a tal Frente ampla, ainda que costurada pela experiente liderança do Presidente Lula, segue sendo hegemonizada pelos setores mais perversos da classe dominante, de modo a infringirem graves derrotas aos interesses populares / povos originários, comunidades quilombolas,  camponeses, operários e, principalmente, contra a Mãe Natureza.

Desde os preparativos do golpe contra Dilma, iniciados já em sua segunda disputa eleitoral e aprofundados no primeiro ano do seu segundo mandato, culminando no Golpe de 2016, a Direita bolsonarista, à qual se alinham os  segmentos da classe dominante (os rentistas, o agronegócio, as igrejas neopentecostais, inclusive no segmento Católico), diversas forças Militares, entre outras, todas direta ou indiretamente apoiadas pelo Governo dos Estados Unidos), sem esquecermos a ação nefanda da mídia corporativa e das redes bolsonaristas. Em um ritmo crescente, temos observado a fúria ideologizante da mídia corporativa, seja em seus principais jornais (ver a contundência dos editoriais de jornais como O Globo, O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, entre outros), seja em seus canais de televisão ( abertos e pagos ), seja pela sua extensa rede de rádios, seja ainda por meio de podcast e outras redes sociais.

Esta mesma classe dominante segue investindo, de múltiplas formas, contra os direitos mais elementares da Classe Trabalhadora, seja no Governo Temer, seja no Governo Bolsonaro.

Desde então, todo um conjunto de políticas econômicas e sociais vêm sendo implementadas: desmonte dos direitos trabalhistas e sindicais, ante reforma da Previdência, crescentes ataques aos povos originários, as comunidades quilombolas, aos direitos das Mulheres, dos camponeses, dos operários, da Comunidade LGBTQIA+, ataques aos quais se deve acrescentar as agressões constantes contra a Mãe Natureza.

Nas últimas semanas, novas derrotas, ainda que mitigadas por alguma vitória nas votaçoes,  vêm sendo acrescentadas, especialmente graças à ampla hegemonia, nas duas Casas legislativas do Congresso Nacional, das forças mais retrógradas da sociedade brasileira, ao representarem os interesses do Agronegócio, dos setores rentistas, dos segmentos Militares e religiosos mais atrasados, herança do Bolsonarismo, constituindo o que há de pior do legado escravista.

Diante deste cenário pavoroso, cabe aos Movimentos Populares assumirem sua tarefa histórica de resistência e de ações propositivas, na perspectiva de profundas mudanças, que correspondam aos mais legítimos direitos dos “ de baixos”.

Por outro lado, não desconhecemos certa retração destas forças populares, mesmo reconhecendo significativas ações de resistência e de enfrentamento por algumas delas, a exemplo do MST, alvo preferido de ataques dos setores dominante,tal como sucede na escandalosa ação  na CPMI sob a direção de figuras como a do Deputado Ricardo Salles, ex -Ministro de Bolsonaro cujo legado foi a devastação socioambiental.

Os fatos de alta tensão que marcaram a agenda congressual desta semana – com votações alternando derrotas e alguma vitória nas votações  – assinalam enfaticamente a fragilidade das lutas institucionais descoladas do protagonismo de nossas organizações de base. Ontem como hoje, somos instados a priorizar nosso compromisso organizativo, formativo e de lutas sociais, no campo e na cidade, sem o que nos tornaremos omissos ou cúmplices ante os retrocessos que as forças nazifacistas, irmanadas com as forças do capital, tentam impor ao nosso País.

João pessoa 02 de junho de 2023

Com solo e as plantas, a raiz se conecta

O Movimento Raiz  Cidadanista busca consolidar-se, após sua recente fundação. “Ainda criança”,  a raiz conta com pouco mais de um lustro.  A Raiz empenha-se em interagir com seu solo e suas plantas, conforme a bela imagem poética expressa por Arlindo Queiroz, um dos interlocutores convidados  a interagir com os membros dirigentes da Raiz.

Anteontem, 09 de agosto, a Coordenação da Raiz teve por bem convidar alguns  de seus interlocutores, com o propósito de continuar interagindo com figuras de reconhecida experiência e trabalho, junto a outras organizações de base de nossa sociedade.

Na ocasião,  a Raiz nos  brindou com novo espaço de interlocução entre os membros de sua Coordenação e convidados, tais como Ivandro da Costa Sales, Arlindo Queiroz e entre outros.

Entre os membros da Coordenação da Raiz, estiveram participando: Josemar Ganho (Curitiba-PR), Ricardo Costa (Porto Alegre -RS), Wertemberg Nunes (Palmas -TO), Wellington Santana (Arcoverde- PE) e o jovem Breno Vellozo Frossard (Rio de Janeiro, residindo em Porto Alegre).

Feitas as apresentações dos participantes, foi proposta uma roda de conversas sobre os atuais desafios da Raiz, face à dramática conjuntura nacional e Internacional, bem como sobre tarefas historicamente propostas à raiz.

Foram, a seguir, destacados aspectos mais agudos do atual contexto, em especial os impasses e os estragos causados pelo atual desgoverno, em distintos campos da realidade. Na fala de Josemar, sentimos a preocupação em tornar a Raiz um movimento em contínuo diálogo com outros Movimentos, na perspectiva da criação de um Partido Digital. Por sua vez, Ricardo tratou de compartilhar as dificuldades ora enfrentadas pela Raiz, seja por conta da falta de atualização de seu espaço nas redes sociais, seja em razão da falta de contribuição de parte de seus membros. Enquanto isto, Breno compartilhava seu empenho em divulgar a proposta da Raiz entre os jovens a despeito das poucas informações disponíveis sobre o Movimento.

Em seguida, membros da Coordenação da Raiz, ao ressaltarem avanços e lacunas do Movimento, deixaram espaço aberto para os convidados.  Em sua fala, Ivandro da Costa Sales, ao se apresentar, rememorou traços recentes e menos recentes de sua trajetória de Educador Popular e de Assessor  junto a dezenas de movimentos populares e sindicais, em diversas regiões do país, especialmente no Nordeste. Ele, que já havia sido recentemente entrevistado por Wellington Santana, a partir do quadro da Raiz, intitulado “O Parlamento da Raiz” (cf sua entrevista disponibilizada em “O Parlamento da Raiz”), destacou a necessidade de se dar mais atenção à proposta Gramsciana do “Estado ampliado”, conceito que ajuda a militância de hoje a, mesmo sabendo dos limites do Parlamento burguês, investir também  na campanha eleitoral de Lula, decisiva para o enfrentamento da barbárie Bolsonarista, sem prejuízo de ajudar a fortalecer os movimentos populares, associações e demais organizações de Base, apostando cada vez mais e melhor no processo formativo, inclusive com o objetivo de ajudar a formar pessoas mais fortes e mais sabidas, no enfrentamento dos desafios do cotidiano.

Wellington Santana, por sua vez, ressaltou – em convergência com falas anteriores de Josemar, de Ricardo, de Wertemberg e Breno – a importância de se seguir priorizando  as múltiplas experiências locais (a partir do município), seja no âmbito da produção alternativa à lógica do sistema dominante, seja no âmbito do consumo, da comunicação (a exemplo das rádios comunitárias) e de diferentes projetos populares no campo da Cultura. Wellington ainda fez menção a outros projetos em parceria com a Fundação Terra e a UFRPE, promovendo iniciativas conjuntas no campo Hídrico e Socioambiental.

Wertemberg, que já conta com vasta experiência de militância no campo da cultura, enfatizou algumas iniciativas também no campo das artes e da conscientização política, de modo a preparar melhor os militantes nas lutas por políticas públicas.

Eis uma brevíssima e incompleta síntese do que consegui escutar e aprender, não tendo sido possível, por conta dos limites da vista e de ordem técnica, lidar com a internet, compartilhar, desta vez, uma intervenção nesta roda de conversas. Mesmo assim, gostaria de sugerir especial atenção ao processo de formação contínua, inclusive dos formadores.  Por esta  razão, tomo a liberdade de sugerir a Coordenação da Raiz promover entre seus membros o acesso regular à preciosas páginas  e canais  alternativos, a exemplo dos cursos livres oferecidos pelo canal da Boitempo, entre outras.

João Pessoa, 11 de agosto de 2022.

P.S. Em virtude de estar hospedado na casa de meu cunhado Antônio de Souza Torres, este era o nome que aparecia na tela da live.

Um movimento político para organizar o povo na luta pelo poder

Por Pablo Bandeira

O Movimento Brasil Popular é um movimento político, social e cultural, que nasce com o DNA das lutas populares

“Art. 1º, Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.” Constituição da República Federativa do Brasil

No último dia 20 de março, 500 militantes de todo o Brasil, construtores de movimentos populares e sindicais, jovens, mulheres, negros e LGBTs reunidos em Sarzedo-MG, fundaram o Movimento Brasil Popular. Trata-se de um movimento político, social e cultural, de quadros, militantes e massas, que nasce com o DNA das lutas populares do passado pela abolição da escravidão e pelos anseios de libertação de nosso povo.

Numa conjuntura como a que vivemos, de profundo empobrecimento da população brasileira, desemprego e fome, esse não é um acontecimento qualquer. Vivemos uma crise social, aprofundada pelo governo Bolsonaro, cuja principal saída no curto prazo é a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva em outubro próximo para reconstruir o Brasil que queremos.

Entretanto, somente a eleição de Lula não resolve os nossos problemas: somos cerca 60 milhões de trabalhadores sem direitos, 19,1 milhões passando fome, 40 milhões em situação precária de moradia. Resolver esses problemas passa necessariamente pelo fim do teto de gastos, pela revogação da reforma trabalhista e das privatizações no sistema Petrobras, além de outras medidas que impulsionem o investimento em políticas sociais.

Construir esse cenário mais favorável para conquistas exige um ambiente de maior participação política, gestado desde as bases e sem hesitações. O cenário de possibilidade real da derrota do neofascismo nas urnas, alavancado pela capacidade política de Lula de expressar anseios de amplas camadas sociais, exige determinação das forças populares na construção de uma campanha de massas.

Portanto, nesse momento, é urgente um movimento político que incida na construção de Comitês Populares em defesa da candidatura Lula e na construção de uma Política de Solidariedade que atue nas periferias urbanas. É momento de impulsionar a participação política do povo trabalhador, que só é chamado a decidir de dois em dois anos apertando um número na urna.

O Movimento Brasil Popular nasce com uma tarefa histórica (incompleta pela esquerda brasileira) de organizar a maioria da população moradora de nossas periferias. Para que o poder possa de fato ser exercido pelo povo brasileiro, é momento de experimentar na prática um processo de radicalização da democracia e construir através de milhões de corações e mentes a vitória de Lula em 2 de outubro.

Edição: Raquel Setz

Fonte: Brasil de Fato

(26/03/2022)

Pra compor boa tríade,

Estatutos nós temos variados

Da criança, do Idoso, da Mulher…

Temos leis para o gosto que se quiser

Mesmo assim, mais e mais e com os brados

Os direitos dos pobres são negados

Por si mesmas, não bastam nossas leis

Interesses dos grandes têm mais vez

Despertar é preciso para a ação

Esperar inativos é em vão

Estatuto certeiro não se fez

 

Foi por conta das Lutas Camponesas

Que em 64 vem triunfar

Colocando camponez em seu lugar

Com o estatuto da terra vindo à mesa

A questão da reforma segue acesa

Sindicato, apesar de protegido

Na CONTAG tem apoio naqueles idos

Na Igreja irrompe oposição

Sindicatos pelegos sucumbirão

Junto a grupos diversos aguerridos

 

Estatuto do homem é o segundo

Vem da lavra do grande Thiago Melo

Expressando em poema denso e belo

O melhor do seu sonho de um novo mundo

Inspirado em Isaías, tão profundo

Nos propondo valores axiais

Pra alcançar a Justiça, o Bem, a Paz

Apontando horizonte alvissareiro

Pro caboclo, pro índio, pro roceiro

Por caminhos certeiros, sempre mais!

 

O Estatuto da Luta é que funda

O da Terra e o do Homem, precedentes

À medida que cabe a nossas gentes

Pôr em marcha a força que as inunda

Terra fértil a Terra, Nação fecunda

Terra, Homem, Luta, de mãos dadas

Precioso papel cabendo a cada

Vai forjando um País de Liberdade

Impedir essa marcha, quem há de?

Mãos à obra, passemos à empreitada

 

João Pessoa, 16 de fevereiro de 2022

Movimentos sociais se preparam para 2022: “Faremos de tudo pra eleger Lula presidente”

Por Igor Carvalho

Enquanto trabalha pela derrota de Bolsonaro, esquerda reflete sobre o próximo ano: “É o horizonte da sobrevivência”

A esquerda não tem dúvida sobre o principal desafio colocado para o ano de 2022. A derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL), com a consequente vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nas eleições que definirão quem comanda o país de 2023 até o final de 2026.

Com algumas variações sobre o tema, movimentos sociais escutados pelo Brasil de Fato apontaram as eleições como o grande desafio colocado para organizações, entidades, militantes e partidos de esquerda em 2022.

“Faremos de tudo pra eleger Lula presidente e a maior parte de governos e parlamentares progressistas por todo país. É necessário derrotar Bolsonaro, o bolsonarismo, o lawfare de Moro e os oportunistas de direita. Eleição é parte da luta de classes e vamos travar esse combate pra fortalecer o poder popular”, explica Kelli Malfort, da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), que elenca razões para lutar no próximo ano.

“Nosso maior desafio é enfrentar a fome, produto direto do agronegócio e de Bolsonaro. E isso se faz com organização, luta por reforma agrária e ocupação dos latifúndios rurais e urbanos”, finaliza Malfort.


Brasileiros buscam sustento e comida no lixo em cidade no interior do Maranhão – 11 de novembro de 2021 / João Paulo Guimarães / AFP

Gilberto Cervinski, coordenador nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), segue a mesma linha. “Em 2022, nós achamos que tudo será centralizado para as eleições, que devem ser decisivas para a classe trabalhadora, que terá a oportunidade de decidir se quer continuar com um governo de características neofascistas, exclusivo para a burguesia, ou se ela quer um governo que possa agir pela classe trabalhadora”, explica o militante, que enxerga um simbolismo mais amplo em uma eventual vitória do petista.

“Com Lula, muda a correlação de forças no país e a na América do Sul, muda completamente o cenário. Podemos avançar em questões que foram destruídas pelo bolsonarismo, como o combate à fome, de recuperar a valorização dos salários, geração de postos de trabalho, enfim, são razões importantes para lutar”, encerra.

Em 2022, além de presidente da República e governadores, o Brasil elegerá deputados federais, deputados estaduais e senadores. Raimundo Bonfim, coordenador nacional da Central dos Movimentos Populares (CMP), afirma que trabalhará pela eleição de Lula, mas que entende que a esquerda precisa eleger um Legislativo que sustente um eventual governo do petista:

“Nós finalizaremos o ano de 2021 num patamar melhor que terminamos em 2020. Em 2022, espero que possamos colher os frutos. Muito importante, apostarmos tudo na eleição do ex-presidente Lula e numa bancada grande no Congresso Nacional. Precisamos de um governo democrático popular, que possa revogar o teto de gastos e combater a desigualdade social.”


Manifestação de mulheres contra o presidente Jair Bolsonaro em São Paulo, na Avenida Paulista / Elineudo Meira/@fotografia.75

Eliane Martins, militante do Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD), defende que em 2022, a perspectiva seja “o horizonte da sobrevivência”. Como tática, pede a organização da classe trabalhadora, antes da eleição, em comitês, para discutir os problemas nacionais.

“O comitê é esse espaço que precisamos trazer para o lugar que problematiza e dinamiza, tem que ser o espaço da participação crítica da nossa militância. Isso é muito mais que votar. Nosso grande desafio para 2022, que já era de antes, é nos colocarmos, nos organizarmos, sob risco de nos atolarmos no pântano do neofascismo. Aí, é morte”, sentencia Martins.

Por fim, a militante do MTD lembra dos “70 milhões de excluídos”, que vivem na pobreza e desemprego, no Brasil. “A discussão nas eleições não pode se resumir a quem será o melhor gestor dessa massa sobrante. Nós entendemos que esse debate é frágil e raso, e a burguesia tentará pautar. Entendemos que o Lula está tentando colocar esse debate em outro lugar, que é colocar o pobre no orçamento.”

Edição: Vinícius Segalla

Fonte: Brasil de Fato

(02-01-2022)