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Com solo e as plantas, a raiz se conecta

O Movimento Raiz  Cidadanista busca consolidar-se, após sua recente fundação. “Ainda criança”,  a raiz conta com pouco mais de um lustro.  A Raiz empenha-se em interagir com seu solo e suas plantas, conforme a bela imagem poética expressa por Arlindo Queiroz, um dos interlocutores convidados  a interagir com os membros dirigentes da Raiz.

Anteontem, 09 de agosto, a Coordenação da Raiz teve por bem convidar alguns  de seus interlocutores, com o propósito de continuar interagindo com figuras de reconhecida experiência e trabalho, junto a outras organizações de base de nossa sociedade.

Na ocasião,  a Raiz nos  brindou com novo espaço de interlocução entre os membros de sua Coordenação e convidados, tais como Ivandro da Costa Sales, Arlindo Queiroz e entre outros.

Entre os membros da Coordenação da Raiz, estiveram participando: Josemar Ganho (Curitiba-PR), Ricardo Costa (Porto Alegre -RS), Wertemberg Nunes (Palmas -TO), Wellington Santana (Arcoverde- PE) e o jovem Breno Vellozo Frossard (Rio de Janeiro, residindo em Porto Alegre).

Feitas as apresentações dos participantes, foi proposta uma roda de conversas sobre os atuais desafios da Raiz, face à dramática conjuntura nacional e Internacional, bem como sobre tarefas historicamente propostas à raiz.

Foram, a seguir, destacados aspectos mais agudos do atual contexto, em especial os impasses e os estragos causados pelo atual desgoverno, em distintos campos da realidade. Na fala de Josemar, sentimos a preocupação em tornar a Raiz um movimento em contínuo diálogo com outros Movimentos, na perspectiva da criação de um Partido Digital. Por sua vez, Ricardo tratou de compartilhar as dificuldades ora enfrentadas pela Raiz, seja por conta da falta de atualização de seu espaço nas redes sociais, seja em razão da falta de contribuição de parte de seus membros. Enquanto isto, Breno compartilhava seu empenho em divulgar a proposta da Raiz entre os jovens a despeito das poucas informações disponíveis sobre o Movimento.

Em seguida, membros da Coordenação da Raiz, ao ressaltarem avanços e lacunas do Movimento, deixaram espaço aberto para os convidados.  Em sua fala, Ivandro da Costa Sales, ao se apresentar, rememorou traços recentes e menos recentes de sua trajetória de Educador Popular e de Assessor  junto a dezenas de movimentos populares e sindicais, em diversas regiões do país, especialmente no Nordeste. Ele, que já havia sido recentemente entrevistado por Wellington Santana, a partir do quadro da Raiz, intitulado “O Parlamento da Raiz” (cf sua entrevista disponibilizada em “O Parlamento da Raiz”), destacou a necessidade de se dar mais atenção à proposta Gramsciana do “Estado ampliado”, conceito que ajuda a militância de hoje a, mesmo sabendo dos limites do Parlamento burguês, investir também  na campanha eleitoral de Lula, decisiva para o enfrentamento da barbárie Bolsonarista, sem prejuízo de ajudar a fortalecer os movimentos populares, associações e demais organizações de Base, apostando cada vez mais e melhor no processo formativo, inclusive com o objetivo de ajudar a formar pessoas mais fortes e mais sabidas, no enfrentamento dos desafios do cotidiano.

Wellington Santana, por sua vez, ressaltou – em convergência com falas anteriores de Josemar, de Ricardo, de Wertemberg e Breno – a importância de se seguir priorizando  as múltiplas experiências locais (a partir do município), seja no âmbito da produção alternativa à lógica do sistema dominante, seja no âmbito do consumo, da comunicação (a exemplo das rádios comunitárias) e de diferentes projetos populares no campo da Cultura. Wellington ainda fez menção a outros projetos em parceria com a Fundação Terra e a UFRPE, promovendo iniciativas conjuntas no campo Hídrico e Socioambiental.

Wertemberg, que já conta com vasta experiência de militância no campo da cultura, enfatizou algumas iniciativas também no campo das artes e da conscientização política, de modo a preparar melhor os militantes nas lutas por políticas públicas.

Eis uma brevíssima e incompleta síntese do que consegui escutar e aprender, não tendo sido possível, por conta dos limites da vista e de ordem técnica, lidar com a internet, compartilhar, desta vez, uma intervenção nesta roda de conversas. Mesmo assim, gostaria de sugerir especial atenção ao processo de formação contínua, inclusive dos formadores.  Por esta  razão, tomo a liberdade de sugerir a Coordenação da Raiz promover entre seus membros o acesso regular à preciosas páginas  e canais  alternativos, a exemplo dos cursos livres oferecidos pelo canal da Boitempo, entre outras.

João Pessoa, 11 de agosto de 2022.

P.S. Em virtude de estar hospedado na casa de meu cunhado Antônio de Souza Torres, este era o nome que aparecia na tela da live.

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