Caros Amigos de julho nas bancas nesta semana

A edição de julho da revista Caros Amigos estará nas bancas nos próximos dias. Mais uma vez oferecemos aos leitores um material jornalístico de qualidade e da maior relevância social, política e cultural…

Informo que a edição de julho da revista Caros Amigos estará nas bancas nos próximos dias. Mais uma vez oferecemos aos leitores um material jornalístico de qualidade e da maior relevância social, política e cultural.
Temos uma entrevista exclusiva com Frei Betto, que é antigo colaborador da revista e que tem uma longa e rica trajetória de militância, desde os anos 60, na JEC e JUC, nas lutas contra a ditadura, no movimento sindical do ABC, na construção do PT e mais recentemente no governo Lula, na condição de coordenador do programa Fome Zero. Ele fala de sua vida, dos seus livros, porque deixou o governo, e analisa a atual conjuntura econômica e política do País. Imperdível.
Temos também excelentes reportagens: uma delas, sobre a praga do Trabalho Escravo, que é adotado tanto pelos setores mais atrasados como pelos setores mais adiantados do capitalismo, está no desmatamento da Floresta Amazônica, nas fazendas dos “heróicos” usineiros da cana e do etanol, no meio do operariado urbano, nas confecções de várias grifes famosas. O Ministério Público denuncia várias redes de lojas que compram produtos feitos por trabalhadores escravizados. Mostramos porque essa prática nefasta ainda não foi erradicada no Brasil, quais são os interesses econômicos e políticos que sustentam o trabalho escravo.
Outra reportagem – especialmente dirigida para os jovens que estão para concluir o ensino médio este ano e para todos aqueles que desejam ingressar no ensino superior – aborda a filosofia e o funcionamento dos cursinhos populares pré-vestibular, geralmente constituídos por grupos de professores, educadores e movimentos sociais comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Conheça os cursinhos populares e suas propostas de trabalho.
Voltamos ao tema do lixo nuclear: agora a reportagem da Caros Amigos mostra a situação precária das antigas instalações de extração e processamento de urânio no município de Caldas, sul de Minas Gerais, onde existem indícios de contaminação dos cursos de água que abastecem Poços de Caldas e outras cidades. A incidência de câncer aumenta naquela região. E o governo continua indeciso sobre o que fazer com o lixo radioativo. Até quando?
A reportagem da revista entrevistou os antropólogos Karina Biondi e Adalton Marques sobre o estudo deles a respeito dos valores, o funcionamento e o poder do Primeiro Comando da Capital (PCC), que é uma organização com forte influência nos presídios de São Paulo e de outros estados. Um material revelador e instigante.
Ainda nesta edição, temos outras reportagens interessantes: uma sobre o teatro popular organizado pelos moradores da comunidade da Maré, no Rio de Janeiro, que tem empolgado o público pela qualidade das apresentações; outra sobre as várias correntes que defendem o parto natural, com métodos diferentes, e que não aceitam mais a onda da cesariana fomentada pelos convênios médicos; e uma terceira matéria sobre a urgência da mudança na lei dos direitos autorais, que tem sido limitadora do acesso aos bens intelectuais e culturais da humanidade.
Enfim, uma edição com conteúdo da maior seriedade, um trabalho jornalístico diferenciado de todas as revistas feitas no Brasil. Vale a pena ler.
Abraços.
Hamilton Octavio de Souza – Editor
Interesses que sustentam o trabalho escravo
É senso comum dizer que o Brasil está em franco desenvolvimento e situado entre as maiores potências econômicas do Planeta, mas existe um fato concreto que atrela o país ao seu mais terrível passado: é a persistência até hoje das condições humilhantes de trabalho e análogas à da escravidão. Por isso, a reportagem da Caros Amigos buscou revelar os interesses que sustentam esse tipo de trabalho.
A prática do trabalho escravo tem sido utilizada sistematicamente pelos setores mais atrasados e mais adiantados do capitalismo. Está presente na expansão das fronteiras rurais para a instalação do agronegócio, no desmate da floresta para a pecuária e na lavoura da cana para o etanol. Está, igualmente, no seio dos centros urbanos do operariado que trabalha nas confecções de grife para as grandes redes de lojas.
A reportagem da Caros Amigos mostra a dimensão do problema, registra a diversidade do trabalho escravo na “moderna” economia brasileira, e principalmente questiona por que essa situação perdura além de todo o aparato disponível existente nas instituições da sociedade.
Entre os entraves mostrados na reportagem está a bancada ruralista no Congresso Nacional, que há 15 anos impede a aprovação de projeto de lei que autoriza a desapropriação de terras com a prática de tal crime.
Além disso, a reportagem traz declarações como as de Dom Tomás Balduino para quem o trabalho escravo ainda não foi erradicado do Brasil porque mexe com os interesses dos aliados políticos do governo Lula.
(*) Divulgação da revista Caros Amigos.

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