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Polícia britânica divulga novas imagens de brasileira desaparecida na Inglaterra; confira

A psicóloga Vitória Figueiredo Barreto está desaparecida no Reino Unido desde o dia 3 de março —
Foto: Divulgação/Polícia de Essex

Por Redação g1 CE / g1.globo,  

A Polícia do Condado de Essex divulgou, nesta quarta-feira (1º), novas imagens da psicóloga brasileira Vitória Figueiredo Barreto, que está desaparecida na Inglaterra desde o dia 3 de março. As imagens foram obtidas em câmeras de segurança na região de Brightlingsea, onde ela foi vista pela última vez.

Nas imagens divulgadas, Vitória aparece distante e ao fundo. Os investigadores afirmam que, apesar da distância nas gravações, as provas indicam que a pessoa flagrada é Vitória. As filmagens são relacionadas a dois períodos específicos:

  1. por volta das 14h35 de 3 de março, quando ela esteve atravessando uma área de fazenda na localidade de Hurst Green;
  2. por volta de 0h22 de 4 de março, ela foi vista em uma área industrial, próximo a Copperas Road, próximo ao estaleiro de Brightlingsea; esta é a última imagem que se tem de Vitória.

À esquerda, imagem de Vitória na área de fazenda de Hurst Green; à esquerda, o último registro que se tem de Vitória, em área industrial próximo a Copperas Road. Confira:

Polícia divulga novas imagens de Vitória Figueiredo Barreto, brasileira desaparecida na Inglaterra — Foto: Reprodução

As gravações já haviam sido obtidas pelos investigadores, pelo menos, desde o dia 26 de março. No entanto, elas só foram divulgadas pela polícia britânica nesta quarta (1º).

A Polícia de Essex também pediu que as pessoas compartilhassem as gravações nas redes sociais como forma de alcançar outras pessoas que possam ter visto Vitória ou tenham informações sobre ela.

De acordo com a superintendente Anna Granger, que lidera as investigações pela Polícia de Essex, os investigadores ainda estão aguardando receber acesso aos dados de transações financeiras e comunicações de Vitória para obter novas informações que possam levar ao esclarecimento do caso.

A Justiça do Ceará autorizou a quebra do sigilo bancária e telefônico de Vitória no início de março. Não está claro por que as informações ainda não foram compartilhadas com os investigadores britânicos.

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Fim das buscas ativas

No dia 20 de março, a Polícia de Essex anunciou o encerramento das buscas terrestres, pelas áreas costeiras e pelo mar nas cidades litorâneas da região de Brightlingsea, onde foi feito o último registro da brasileira, no dia 4 de março.

Os familiares da psicóloga buscam pagar por um detetive particular para auxiliar nas investigações. A mãe de Vitória, Gleyz Barreto, relatou que a psicóloga aparentava estar bastante nervosa na última ligação telefônica com ela, no dia do desaparecimento.

“Ela me ligou muito nervosa, dizendo que realmente achava que estava muito cansada, um estresse exagerado. Porque ela já vinha de um congresso em Marrocos, tinha passado um mês fora…”, relatou Gleyz.

No último domingo (29), a família divulgou uma campanha nas redes sociais para arrecadar doações em dinheiro. Os objetivos são cobrir os custos com a estadia no Reino Unido e contratar o detetive particular.

A psicóloga Vitória Figueiredo Barreto está desaparecida no Reino Unido desde o dia 3 de março — Foto: Divulgação/Polícia de Essex

Relembre o caso

Natural de Fortaleza, Vitória está fora do Brasil desde o mês de janeiro, quando participou de um congresso e dois cursos no Marrocos. Em seguida, ela chegou à Inglaterra, onde ficou hospedada na casa de amigos. A intenção era participar de atividades científicas e tentar um doutorado.

Desde o início de março, Vitória estava na casa de uma amiga brasileira, Liliane. As duas trabalhavam em um projeto de pesquisa na Universidade de Essex, em Colchester, a cerca de 90 km a nordeste de Londres. No dia de seu desaparecimento, Vitória almoçou com a amiga em um local próximo à universidade.

As duas deveriam se reencontrar no fim da tarde, mas a cearense não apareceu. A cearense saiu do campus da Universidade de Essex em Colchester, a cerca de 90 quilômetros de Londres, e foi vista pegando um ônibus e desembarcando na cidade de Brightlingsea.

Com a nova atualização da polícia britânica, que investiga o caso, os últimos passos confirmados de Vitória foram quando ela foi filmada em uma área industrial de Copperas Road, próximo ao estaleiro de Brightlingsea, às 0h22 do dia 4 de março. Antes, o último horário que se tinha informação dela era às 0h16 do dia 4.

A polícia trabalha com a hipótese de que, depois desse horário, ela tenha levado uma embarcação que foi encontrada à deriva no dia seguinte, por volta do meio-dia, próxima à costa de Bradwell-On-Sea.

O trabalho para encontrar Vitória continua levando em conta diversas linhas de investigação, com o objetivo de ter um cenário completo do que aconteceu nos dias e horas antes e depois do desaparecimento. As buscas físicas, porém, não estão mais acontecendo.

A psicóloga cearense tem um vasto currículo na área e atuação internacional. A viagem para a Inglaterra também tinha como objetivo buscar oportunidades de estudo e palestras, com a possibilidade de iniciar um doutorado.

g1 montou uma linha do tempo que compila informações divulgadas pela Polícia de Essex durante as buscas. Confira neste link.

A psicóloga cearense Vitória Figueiredo Barreto, de 30 anos, está desaparecida desde o dia 3 de março na Inglaterra. — Foto: Arquivo pessoal

Assista ao vídeo aqui 👇

https://g1.globo.com/ce/ceara/video/brasileira-desaparecida-na-inglaterra-confira-cronologia-dos-acontecimentos-14438268.ghtml

Convocamos os brasileiros e brasileiras a pressionarem, nessa página do Facebook, o Consulado-Geral do Brasil em Londres a tomar um posicionamento firme em favor de Vitória Figueiredo Barreto:

https://www.facebook.com/story.php?story_fbid=1348163684022677&id=100064871732194&mibextid=wwXIfr&rdid=uWTOmmyw8kEHH7jv#

Postagem sugerida pela Terapeuta Comunitária Integrativa Sarah Maria Coelho de Souza.

Unidos por Vitória Barreto (3)

A deputada federal e pré-candidata ao Senado Erika Kokay, através de sua bancada do PT na Câmara Federal, esteve envolvida desde o início com a busca pelo paradeiro da psicóloga Vitória Barreto. No vídeo abaixo, ela aparece com o assessor da Câmara dos Deputados Marivaldo Pereira, onde esclarecem quais providências têm sido tomadas nesse sentido.

Na intenção de atualizar os leitores desta revista sobre os últimos acontecimentos relacionados ao desaparecimento de Vitória Barreto, transcrevemos, também, a seguir, a seguinte nota do caderno Passarela do jormal cearense O POVO, de 28/03/2026, com uma reflexão do médico psiquiatra – e tio de Vitória – Adalberto Barreto:

A família da cearense e psicóloga Vitória Barreto, que desapareceu em viagem de estudos na Inglaterra, já está exausta diante das buscas que hoje atingem o 23º dia sem êxito. Sabe-se que Anna Granger, líder da polícia de Essex, esteve ontem com a família, online, e revelou que as buscas físicas de Vitória não fazem mais sentido, já que não há mais área a ser buscada – ar, água e terra foram completamente cobertos durante 17 dias e ela não foi encontrada.

O médico Adalberto Barreto, tio de Vitória, diante de toda a situação de expectativa e muita tristeza, conseguiu fazer outra avaliação sobre este fato. Em seu perfil de um profissional da saúde, estudioso da mente e da espiritualidade, e de vicências sobre o sonho lúcido, faz uma reflexão sobre o desaparecimento que acontece com todos nós em muitas outras situações da vida. Vamos ler e acompanhar, atentamente:

“Eu, Adalberto, tenho aproveitado o caso da Vitória para refletir sobre os nossos desaparecimentos. Eu também desapareço, quando eu viro ausência. Eu desapareço quando aceito calado menos do que preciso. Quando silencio o que mexe comigo. Quando me torno indiferente aos maus-tratos que recebo, como se fosse normal.

Eu desapareço”, prossegue, “quando me isolo em bolhas de desinformação, só para não encarar a dura realidade. Quando não faço perguntas aos outros – nem a mim mesmo. Quando finjo que não vejo, que não ouvi, que não estou ali Às vezes, eu rio do que me fere para não chorar, para esconder meu sofrimento. Às vezes, viro produtividade para merecer e receber afeto. Às vezes, meu ‘tô bem’ é só uma senha para encerrar o assunto e me desconectar.

Esses são os micros desaparecimentos: ninguém registra, mas eles somam. E, somados, pesam e como pesam.

Tem dia que o fardo não cabe no corpo. Não é só falta de sono, de ânimo ou de apetite. É excesso de responsabilidade. É a vida pedindo firmeza quando a gente já não aguenta mais. O cansaço chega e muda a escala das coisas. O simples vira impossível. E desaparecer parece um jeito torto de suspender a cobrança. Nem que seja por um minuto ou até dias”, conclui o médico psiquiatra e escritor Adalberto Barreto.”

Fonte do vídeo: https://www.instagram.com/direct/t/17846699133160016/ e https://www.instagram.com/p/DWb_AkJEbTI/

 

Convocamos os brasileiros e brasileiras a pressionarem, nessa página do Facebook, o Consulado-Geral do Brasil em Londres a tomar um posicionamento firme em favor de Vitória Figueiredo Barreto:

https://www.facebook.com/story.php?story_fbid=1348163684022677&id=100064871732194&mibextid=wwXIfr&rdid=uWTOmmyw8kEHH7jv#

Postagem sugerida pela Terapeuta Comunitária Integrativa Sarah Maria Coelho de Souza.

As faces visíveis do desaparecimento: reflexões sobre a ausência e a solidão

Legenda: O sentimento de estar só não depende do ambiente externo — pode se manifestar entre amigos, durante conversas e na multidão.
Foto: KieferPix/Shutterstock

Nem todo desaparecimento começa na delegacia. Às vezes, começa no espelho. No “depois eu vejo”. No “deixa pra lá”. Começa quando eu me retiro por dentro, mesmo sentado à mesa entre amigos. Eu também desapareço assim: sumo em pequenas concessões. Desligo o celular. Some-se das redes. Digo sim, quando deveria dizer não.

Mudo o caminho. Ou fico — e calo. Quando o presente incomoda, sumir vira promessa de alívio e refúgio. Porque, antes do sumiço do corpo, existe o treino do sumiço. Ele aparece em desistências miúdas. Do convite. Da conversa. Do pedido de ajuda. Do próprio nome. E, quando ninguém repara — nem eu —, o desaparecimento aprende a ser discreto, imperceptível. Quase educado. Até o dia em que vira ruptura.

Eu também desapareço, quando me torno ausência.

Desapareço quando aceito calado menos do que preciso. Quando silencio o que mexe comigo. Quando me torno indiferente aos maus-tratos que recebo, como se fosse normal. Eu desapareço quando me isolo em bolhas de desinformação, só para não encarar a dura realidade. Quando não faço perguntas aos outros — nem a mim mesmo. Quando finjo que não vejo, que não ouvi, que não estou ali. Às vezes, eu rio do que me fere para não chorar, para esconder meu sofrimento. Às vezes, viro produtividade para merecer e receber afeto. Às vezes, meu “tô bem” é só uma senha para encerrar o assunto e me desconectar.

Esses são os micros desaparecimentos: ninguém registra, mas eles somam. E, somados, pesam e como pesam.

Tem dia que o fardo não cabe no corpo. Não é só falta de sono, de ânimo ou de apetite. É excesso de responsabilidade. É a vida pedindo firmeza quando a gente já não aguenta mais. O cansaço chega e muda a escala das coisas. O simples vira impossível. E desaparecer parece um jeito torto de suspender a cobrança. Nem que seja por um minuto ou até dias.

E tem o sumiço que nasce do não reconhecimento. Você faz. Entrega. Sustenta. E ninguém vê. Mas tem uma hora em que o olhar de fora vira voz de dentro. Eu começo a a agir como invisível. Aí vem a pergunta venenosa: “Se eu sumir, muda o quê?” Quando a resposta parece “nada”, eu acredito. E acreditar nisso é um tipo de desaparecimento.

Mesmo cercada de pessoas, a ausência de conexão verdadeira faz com que a solidão se instale. O sentimento de estar só não depende do ambiente externo — pode se manifestar entre amigos, durante conversas e na multidão.

 

Assim, a solidão não exige isolamento físico; ela se revela no distanciamento interno, no esvaziamento das trocas e na sensação de invisibilidade diante dos outros e de si mesmo. Ela se infiltra nas pequenas concessões do dia a dia, nos momentos em que deixamos de nos expressar, nos calamos diante do incômodo ou fingimos que está tudo bem.

 

O feed das redes sociais pode estar cheio de atualizações, o ônibus pode estar lotado e o quarto pode estar perfeitamente arrumado, mas ainda assim, a solidão permanece. Ela é silenciosa, mas não precisa do silêncio. Está presente mesmo onde há barulho, música, movimento e companhia. Ela se alimenta de ausências.

Dessa forma, o desaparecimento começa antes mesmo de ser notado pelos outros. Ele se dá na forma de afastamento emocional, na perda do contato consigo e com o mundo. A solidão, então, torna-se não apenas um sintoma, mas também um aviso de que algo precisa ser olhado com mais cuidado e acolhimento.

Solidão é quando ninguém alcança você — e quando você já não se alcança. Ela convence devagar: “é você por você”. E, quando convence, sumir parece lógico. Só que lógica, nesse terreno, é armadilha. Tem horas em que minhas palavras não servem. Eu explico e viro rótulo. Ponho limite e viro “difícil”. Eu peço ajuda e ouço “exagero”. Aí eu me calo. E o silêncio, que parecia proteção, vira cárcere. Porque, se não me entendem quando estou aqui, eu começo a imaginar que só vão entender quando eu faltar. E isso dói muitas vezes.

Há sumiços que são tentativas de proteção. Quando eu não consigo me proteger, eu fujo. Às vezes, de uma relação que machuca. Às vezes, de um medo que só cresce. Às vezes, de uma vergonha que me expõe. A pessoa não quer, necessariamente, deixar de existir. Quer deixar de ser alcançada. Desaparecer vira esconderijo — e o esconderijo vira hábito.

E existe o motivo mais triste, porque é pergunta disfarçada de sumiço: quando testo o valor que tenho. Eu desapareço para ver se sou lembrado. Para medir cuidado. Para confirmar que existo no outro. Não é conversa fiada. É falta de chão. Quando a gente se sente descartável, o desaparecimento vira um bilhete sem papel. Um pedido de prova. Uma última tentativa de pertencimento.

Nada disso acontece por acaso. A cultura do desempenho cobra pressa e chama isso de virtude. A rotina transforma gente em função, em tarefeiro. E, quando a realidade aperta, a fuga vem com boa embalagem: distração infinita, certeza fácil, mentira confortável. Onde moro, às vezes, não dá espaço para expressar a minha dor. A amizade vira agenda. Quando o cuidado vira artigo raro, o desaparecimento deixa de ser exceção. Vira sintoma. E sintoma é aviso. É uma mensagem velada. É pedido de ajuda.

A pergunta, então, muda: quais são os sinais que aparecem antes do sumiço? A gente repara. No isolamento repentino. Na irritação desproporcional. Na frase que parece brincadeira, mas tem fundo de verdade. E a gente também se repara. Porque posso estar sumindo sem perceber. Escutar sem julgamento já é uma forma de presença. E, quando há risco, violência ou sofrimento intenso, buscar ajuda profissional e os serviços de proteção e saúde é cuidado. Não é fraqueza. É direção.

E o que posso fazer para assumir meu lugar, ser presença?

Primeiro, parar de me tratar como rascunho. Gente que pede desculpa por existir vai ficando transparente, invisível. Assumir o próprio lugar começa em coisas pequenas: dizer “eu não concordo” sem gritar. Dizer “isso me feriu” sem pedir licença para sentir. Trocar o “tanto faz” por um “eu prefiro”. Presença é verbo. É posicionamento. E exige determinação.

Dar visibilidade à minha existência não é fazer barulho. É fazer contato. É voltar a fazer perguntas — aos outros e a mim. “O que eu quero, de verdade?” “Do que eu tenho medo?” “O que eu estou tolerando por hábito?” É sair das bolhas que me dão certeza pronta e me devolvem vazio. É assumir o próprio lugar e se fazer presente. Isso exige coragem para escolher conversas difíceis, em vez de buscar refúgio em distrações que apenas adiam questões importantes. Encarar o diálogo verdadeiro, mesmo que desconfortável, é uma forma de romper o ciclo do desaparecimento silencioso, permitindo que sentimentos e necessidades sejam expressos sem máscara ou medo.

Mais do que desempenhar papéis, é fundamental construir ao menos um vínculo onde seja possível ser inteiro, sem precisar atuar ou corresponder a expectativas alheias. Dessa maneira, presença se torna verbo, ação concreta em direção ao autocuidado e ao cuidado mútuo.

Também é aprender a me proteger sem me apagar. Limite não é grosseria. É higiene. E cuidado não é prêmio por bom comportamento: é direito. Quando eu não dou conta sozinho, eu não preciso desaparecer para provar nada. Eu posso pedir ajuda. Posso procurar acolhimento, terapia, serviços de saúde, redes de proteção. Posso aceitar companhia e inclusive a minha.

Alguém ver a minha dor não me diminui. Me localiza e me ajuda a me encontrar.

Enfim, desaparecer não é só sumir. É interromper uma presença que doía. Que era pesada. Que era invisível. Ou ameaçada. É um gesto que fala quando a voz falhou. E é aqui que o tema deixa de ser “sobre o outro”. Porque eu também desapareço. Um pouco, toda vez que abandono meus sonhos, que renuncio meus desejos.

Assumir meu lugar é o movimento contrário: voltar para mim e para o mundo. Com limites. Com perguntas. Com gente. Se quisermos menos ausências, precisamos de mais presença. Menos indiferença, mais reconhecimento. Menos pressa, mais tempo. Menos rótulo, mais escuta. Para não virar uma alma penada em vida — aquela que está, mas não está, não é reconhecida. E para ter coragem de perguntar, em voz alta e por dentro: em que momento comecei a desaparecer em vida?

*Este texto reflete, exclusivamente, a opinião do autor.

Escrito por Adalberto Barreto producaodiario@svm.com.br

Fonte: Diário do Nordeste, (Atualizado às 16:21)

Vigília por Vitória Figueiredo Barreto, no Reino Unido

Vitória Figueiredo Barreto
(arquivo de família)

Hoje, a partir das 11 horas no Brasil, houve a transmissão da Vigília por Vitória Figueiredo Barreto no Reino Unido- UK, pelo link https://essex-university.zoom.us/j/6169219847?omn=92572804492, do Zoom. No Movimento on-line, direto do Reino Unido, houve a presença de 127 pessoas.

Logo no início, Liliane agradeceu aos presentes e ao Movimento de Mobilização que está acontecendo em Brasília, além das ações que estão ocorrendo desde o dia em que Vitória desapareceu. Depois da solenidade religiosa, a palavra foi dada aos participantes virtuais, e Sarah Maria Coelho de Souza falou em nome dos Terapeutas Comunitários Integrativos (TCI) de Brasília e do Movimento Integrado de Saúde Comunitária do Distrito Federal – MISMECDF. O MISMECDF é uma ONG que forma terapeutas e dissemina a Terapia Comunitária Integrativa – TCI.

“Falamos diretamente com a Mãe da Vitória, cantamos e rezamos para Tia Gleiz , como aprendemos a chama- lá, que se sentiu acolhida e muito amada. Conseguimos ver muitas de nossas amadas irmãs-amigas pela janelinha de Iris, Mércia, Kátia, Perlucy, Andréa Helenice, Dulce, dentre outras. Gratidão por nos representar. Deus no Comando de tudo e Maria Santíssima passa na frente com Jesus Cristo e São José”, disse Sarah.

Segurança: Para tirar a esquerda do labirinto

Imagem: Riel | Outras Palavras

A sete meses das eleições, faltam horizonte e projeto em tema central. Do encarceramento em massa à impunidade dos crimes policiais; da militarização aos salários arrochados dos PMs – tudo precisa ser revisto. Eis uma proposta de roteiro.

Onde está Vitória Barreto

Por Katia Cristiania Leão Serrano, Andreia Nardelli e Helenice Bastos*

A comunidade de TCI em Brasília (DF), tem participado de movimentos para expressar sua solidariedade à Família Barreto e nosso acolhimento à Vitória Barreto.

No domingo, 15/03, nos reunimos no eixão do Lazer , espaço de lazer democrático em Brasília, onde circulam milhares de pessoas. O Ato “Unidos pela Vitória” ocorreu de 09:30 às 13:30h, com o objetivo de demonstrar nosso acolhimento à Vitória Barreto, trazer visibilidade ao caso do desaparecimento de Vitória, e criar um espaço de encontro, onde os terapeutas de TCI possam falar de suas emoções . O desaparecimento de Vitória nos trouxe muitas inquietações e alinhamento de futuras ações. Participaram os polos formadores de TCI: MISMECDF, TEIA e CORRENTEZA.

Nós nos manteremos conectados por meio de grupos criados em WhatsApp e Instagram, além de círculos de orações que nos trazem conforto espiritual e a esperança de que a Vitória sinta nossa energia e desejos de proteção.

Abaixo, página do Instagram “Onde está Vitória” (https://www.instagram.com/ondestavitoria/), onde serão concentradas as atualizações sobre o caso do seu desaparecimento, a exemplo desse último vídeo e da live que acontece neste momento (18:00h).

Instagram_Onde está Vitória

 

 

Live neste momento (18:00h)

 

 

 

 

* Katia Cristiania Leão Serrano, aposentada, Terapeuta Comunitária Integrativa – TCI
  Andreia Nardelli, aposentada, Terapeuta Comunitária Integrativa – TCI
  Helenice Bastos, Psicóloga – Terapeuta Comunitária Integrativa- TCI

Brasileira desaparecida na Inglaterra: confira cronologia dos acontecimentos

Foto: Polícia de Essex/Reprodução

Por Thaís Brito, g1 CE,  

desaparecimento da psicóloga cearense Vitória Barreto Figueiredo na Inglaterra tem mobilizado policiais, voluntários, familiares e a comunidade internacional. Até o momento, as investigações apontam que a brasileira pegou, pelo menos, um ônibus e duas embarcações desde que saiu da Universidade de Essex, na tarde do dia 3 de março – há 11 dias.

Natural de Fortaleza, Vitória está fora do Brasil desde o mês de janeiro, quando participou de um congresso e dois cursos no Marrocos. Em seguida, ela chegou à Inglaterra, onde ficou hospedada na casa de amigos. A intenção era participar de atividades científicas e tentar um doutorado.

A Justiça do Ceará determinou a quebra de sigilos bancário e telefônico de Vitória Barreto, para ajudar nas investigações do desaparecimento da psicóloga cearense, após pedido da família dela e parecer favorável do Ministério Público do Ceará (MPCE).

g1 montou uma linha do tempo que compila informações divulgadas pela Polícia de Essex e compartilhada por amigos e familiares de Vitória. Confira abaixo.

Antes de desaparecer

 

Antes de chegar ao Reino Unido, a psicóloga Vitória Barreto tinha participado de eventos no Marrocos — Foto: Polícia de Essex/Reprodução

📆 Janeiro

Vitória deixou o Brasil para participar do Congresso Internacional de Psiquiatria Social, realizado entre os dias 15 e 17 na cidade de Marraquexe, no Marrocos.

Depois do evento, ela e o tio, o psiquiatra Adalberto Barreto, ministraram dois cursos presenciais na cidade de Casablanca, também no Marrocos.

Os dois costumam dar formações e palestras sobre temas vinculados à Terapia Comunitária Integrativa, com base no trabalho realizado na organização Projeto 4 Varas, na periferia de Fortaleza.

📆 Fevereiro

Vitória chegou ao Reino Unido no dia 2 de fevereiro. Ela ficou hospedada por cerca de um mês na casa de um amigo, até o dia 1º de março.

📆 Março

A partir do domingo, dia 1º de março, Vitória passou a ficar hospedada na casa de Liliane Silva, também psicóloga brasileira e professora na Universidade de Essex, que mora na cidade de Southend-On-Sea, a cerca de 65 quilômetros de Londres.

Na segunda-feira, dia 2 deste mês, as duas foram até o campus da universidade na cidade de Colchester, percorrendo uma distância de cerca de 1 hora de carro. Enquanto Liliane dava aulas, Vitória ficou na biblioteca estudando e fazendo trabalhos no computador durante a manhã.

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As duas almoçaram juntas e, no fim da tarde, se reencontraram e voltaram para Southend-On-Sea. Vitória passou a noite com a família de Liliane.

O desaparecimento

 

Região de Brightlingsea, na Inglaterra, onde brasileira Vitória Barreto pegou barco e ficou à deriva — Foto: Essex Police/Reprodução

📆 3 de março

A terça-feira seguiria a mesma dinâmica do dia anterior: Vitória ficaria estudando enquanto Liliane dava aulas.

🕐 Por volta das 7h – Vitória e Liliane foram para a Universidade de Essex.

🕐 Entre 12h e 13h – Vitória e Liliane almoçaram juntas em um local próximo à universidade.

🕐 Por volta das 13h – Vitória embarcou no ônibus 87 na via Boundary Road, que circunda vários prédios da Universidade de Essex.

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Para ajudar na identificação, a polícia local divulgou imagens de Vitória dentro de um ônibus que circulava pela região — Foto: Polícia de Essex

🕐 Por volta das 13h30 – Vitória desceu do ônibus na via Bellfied Avenue, na cidade litorânea de Brightlingsea.

🕐 Por volta das 14h30 – Imagens de câmera de segurança mostram Vitória na região de Hurst Green, área residencial em Brightlingsea. Nesta imagem, Vitória é vista de pé em uma esquina.

Na tarde em que desapareceu, Vitória Barreto foi vista por volta das 14h30 na área de Hurst Green — Foto: Polícia de Essex/Reprodução

🕐 Por volta das 16h45 – Depois de ministrar aulas, Liliane esperava Vitória em local que havia sido combinado entre elas, no campus da universidade. No entanto, a cearense não apareceu, não atendia o telefone nem respondia mensagens.

Liliane tentou encontrar Vitória no campus por cerca de duas horas, contando com a ajuda de seguranças da universidade. Ela também fez contato com familiares de Vitória, que disseram que a cearense não fez nenhum contato depois das 13h44.

🕐 Horário não especificado durante a tarde – O morador Justin Francis passeava com o cachorro e estava com a companheira, em Brightlingsea, quando viu uma mulher com a mesma descrição da brasileira e que se apresentou como Vitória.

Ele afirmou à reportagem da BBC que a mulher se aproximou deles e perguntou se poderia entrar na casa deles, sem explicar o motivo. Somente depois, Francis percebeu que poderia ter ajudado uma pessoa que estava sendo procurada na região.

Região onde Vitória teria sido vista pulando cerca em direção a estaleiro, na madrugada do dia 4 de março. — Foto: Polícia de Essex/Reprodução

📆 4 de março

🕐 Pouco depois da meia-noite – Imagens de câmera de segurança mostram uma pessoa, que a polícia acredita ser Vitória, pulando uma cerca em direção a um estaleiro, perto de uma marina em Brightlingsea.

🕐 0h16 – Imagens de câmeras de segurança mostram Vitória sozinha perto da marina de Brightlingsea.

Vitória foi filmada perto da marina de Brightlingsea às 0h16, nas primeiras horas do dia 4 de março — Foto: Polícia de Essex/Divulgação

🕐 Horário não especificado – Imagens mostradas pela polícia aos familiares de Vitória mostram uma pessoa pegando uma embarcação pequena e remando sozinha. Esta pessoa remou cerca de 100 metros até alcançar um pontão onde havia outras embarcações maiores. A pessoa amarrou o barco próximo a esse pontão e seguiu em direção às embarcações maiores.

🕐 0h36 – Um barco que estava em um pontão em Brightlingsea foi desamarrado e levado do local. O rádio do barco não estava ligado, e o proprietário só percebeu a ausência dele durante a manhã.

🕐 Por volta das 8h – A última localização do celular de Vitória indicou uma posição no Mar do Norte. A amiga dela que mora em Fortaleza, a psicóloga Fernanda Silvestre, recebeu esta localização compartilhada pelo aparelho de Vitória.

Última posição de celular de Vitória apontava localização no Mar do Norte. — Foto: Arquivo pessoal

🕐 Por volta das 10h30 – O barco que havia sido levado de Brightlingsea foi encontrado em um banco de areia perto da praia de Bradwell. A polícia não encontrou um colete salva-vidas que pertencia à embarcação. O objeto era de cor laranja e de formato semelhante a uma ferradura.

Psicóloga cearense desaparecida no Reino Unido teria pulado de embarcação a motor para o mar

Legenda: Vitória Figueiredo Barreto está desaparecida na Inglaterra. | Foto: Arquivo Pessoal e Divulgação/Polícia de Essex.

Vitória Figueiredo Barreto, de 30 anos, teria utilizado dois barcos da região.

Escrito por Luana Severo (luana.severo@svm.com.br) / Diário do Nordeste, 12 de Março de 2026 – 20:52

Novas pistas ajudam a desvendar o paradeiro da psicóloga Vitória Figueiredo Barreto, 30, em Brightlingesea, na Inglaterra. A família informou na noite desta quinta-feira (12) que, na manhã do último dia 4 de março, a cearense tentou ligar uma embarcação a motor e levar para o mar. Não se sabe, porém, para onde ela queria ir.

O que a Polícia de Essex descobriu, de acordo com os familiares de Vitória, é que, apesar da tentativa dela de conectar cabos, o barco não funcionou, o que a levou a arrastá-lo para a água. No entanto, a embarcação teria ficado à deriva, fazendo com que a brasileira vestisse um colete salva-vidas e pulasse no mar para buscar um lugar seguro.

“Num determinado momento, na manhã de 4 de março, a Vitória pulouEla vestiu o colete salva-vidas e ela provavelmente entrou na água para conseguir um local seguro”, explicou a psicóloga Milene Zanoni, que atualiza informações sobre o caso no perfil “@ondestavitoria”, no Instagram.

Milene afirmou ainda que as investigações foram ampliadas na região e frisou que, na história, existem, agora, duas embarcações: uma menor, que Vitória utilizou para remar por cerca de 100 metros até outra parte da costa, e outra maior, com motor, que a psicóloga até tentou ligar, mas não conseguiu e arrastou para o mar.

Entenda a história dos barcos

Mais cedo, nesta quinta-feira, a Polícia de Essex divulgou que o colete salva-vidas do pequeno barco utilizado por Vitória para sair de Brightlingsea estava desaparecido. Também foi dito que a embarcação foi encontrada amarrada cuidadosamente a uma árvore em Bradwell-on-Sea, na península de Dengie.

Segundo a família da psicóloga, ela remou por 100 metros até uma área onde ficam estacionados barcos maiores, como iates. No local, ela entrou em um dos barcos a motor, tentou mexer nos fios para ligá-lo, não conseguiu, desamarrou-o do porto e arrastou para o mar. No entanto, por “receio de ir para o alto-mar”, ela colocou o colete salva-vidas da outra embarcação e, percebendo que ficaria à deriva, provavelmente pulou na água para encontrar um local seguro.

A hipótese dos investigadores, inclusive, é que ela tenha conseguido retornar para a costa e esteja perdida, tentando sobreviver.

Em nota divulgada nesta quinta, a Polícia de Essex pediu ajuda de proprietários de barcos na área costeira de Brightlingsea e afirmou que ampliou as buscas para a zona terrestre em Bradwell-on-Sea. “Essa área já foi alvo de buscas aéreas significativas no último fim de semana. Agora, haverá buscas terrestres significativas“, garantiu.

Família apela para Lula e Janja

No vídeo que atualizou as informações sobre o caso, a psicóloga Milene Zanoni apelou para as autoridades brasileiras, no nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da primeira-dama Janja da Silva, para que se envolvam nas buscas e pressionem as autoridades britânicas a não pararem as investigações.

Além disso, a família pediu novamente a quebra do sigilo bancário e do celular de Vitória — que acreditam que esteja com ela até hoje.

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Brasileira desaparecida: buscas por psicóloga cearense entram no 7º dia no Reino Unido e polícia intensifica operações

A psicóloga cearense Vitória Figueiredo Barreto foi vista pela última vez no dia 3 de março. A Polícia de Essex pede que moradores da região chequem imagens de câmeras de segurança. (Foto: Reprodução)

Autoridades britânicas intensificam operações com drones, helicópteros e cães farejadores enquanto família contesta hipótese de desaparecimento voluntário.