Todos os posts de Adalberto de Paula Barreto

Doutor em Psiquiatria e Antropologia. Presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria Social. Criador da Terapia Comunitária Integrativa. Autor de vários livros. CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/8155674496013599.

Navidad, la victoria de la luz sobre las tinieblas

En la oscuridad de la colonización romana en Palestina, apareció una estrella iluminada indicando el nacimiento de un niño que cambiaría el rumbo de la Humanidad. Esta buena noticia contrastaba con el clima caótico en el que se vivía entonces. Pronto, el jefe del poder romano, Herodes, se sintió amenazado y decretó la muerte de todos los primogénitos.

Se reactivó una polarización: Nacimiento y Muerte, Luz y Oscuridad, Mentiras y Verdades, Esclavitud y Libertad. Estas oposiciones son factores generadores de una dinámica evolutiva, que ha marcado la Historia de la Humanidad.

Si la semilla no muere, el árbol no nacerá; si la oruga no muere, la mariposa no nacerá. Cada año, la Navidad nos invita a reflexionar sobre esta realidad. Cualquiera que sea la oscuridad, siempre habrá una luz que aclare y disipe la oscuridad. Cuando la mentira y el odio se difunden, el amor y la solidaridad resurgen con toda su fuerza. Cuando todo parece perdido, surge una luz al final del túnel. La luz se produce por fricción. Sin crisis, sin choque de oposiciones, no habría luz. Lo llamamos Fe y Esperanza. Fe que todo lo soluciona, Fe en que no estamos solos y que hay fuerzas iluminadas que nos fortalecen y Esperanza en que la verdad siempre vencerá.

Más que nunca, Brasil necesita comprender que la victoria de un candidato no significa la derrota, ni el fin de una verdad, sino una pausa para la reflexión, la gestación, la reestructuración de lo nuevo que vendrá. Pero esto sólo sucederá si somos capaces de revisar nuestras certezas y convicciones que nos aprisionan y cierran al diálogo y a la reflexión liberadora. El viejo Herodes y el nuevo niño siguen vivos dentro de cada uno de nosotros. La única certeza que tenemos es que el amor es más fuerte que el odio y que la luz siempre prevalecerá sobre la oscuridad, Feliz Navidad.

AMOR E ÓDIO NA ELEIÇÃO

Amor e ódio, anjo e diabo, duas pulsões inseparáveis e estruturais do ser humano. Duas polaridades necessárias para a busca de uma síntese que nos humaniza. Toda tentativa de eliminar uma delas aleija e aborta a dinâmica do desenvolvimento humano.

São estas contradições que nos propulsionam a refletir sobre nosso “vir-a-ser. É do atrito entre elas que aparece a luz necessária para clarear mentes e projetos. Só assim, humanizamos o que temos de divino e de diabólico.

Nem anjo e nem diabo, mas ser humano inacabado. O dramático é quando identificamos fora de si mesmo, no diferente o nosso lado diabólico. Atribuímos parte do que somos ao outro, visto como a personalização do mal.

Nas eleições esta dialética interna, tende a se externalizar. São momentos propícios para desqualificarmos o nosso concorrente, projetando sobre ele nossos piores defeitos. Nestes últimos dias a polarização entre politica símbolo do poder e religião símbolo do amor chegou ao seu ápice.

Só o exercício do amor é capaz de transformar vidas de uma nação. O exercício do poder tira do outro seu poder de decisão e escolha. Ele não pode ser o que é. Não ha espaço para a contestação, para o juízo critico. São instruídos para respeitar o poder, obedecer.

Aquele que aprende a obedecer a quem tem o chicote na mão, quando o chicote muda de mão, o individuo apenas reproduz o que aprendeu, ele obedece. É tempo de humanizar a politica que é a arte de cuidar das pessoas e de espiritualizar a religião que é a arte de cuidar de pessoas fragilizadas alimentando a esperança.

Ou será que após a eleição a politica nos levara a governança do cáos? Teremos anjos obedecendo e diabos infernizando? Antes de votar reflita sobre isso. Analise os valores de cada candidato.

Não são nem anjos nem diabos e sim pessoas humanas. Eles representam ideologias distintas, forças poderosas que a humanidade já conheceu e já padeceu. O homem que não tem sua história presente em sua memoria, está condenado a repeti-la. Boa votação.

A Terapia Comunitária Integrativa no contexto das PICS

A TCI no contexto das PICS
É com muita alegria que convido a todose todas a participar de forma online, juntamente com a Dra Christiane Matos, Coordenadora Nacional do CNPICS e comigo Prof. Dr. Adalberto Barreto, Criador da TCI, do aniversário da nossa Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS que estará comemorando 16 anos de sua implementação, que acontecerá na sede da Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial de Saúde, em Brasília/DF, estaremos juntos e juntas celebrando este dia tão significativo e, ao mesmo tempo, realizando o Seminário final do Projeto Laboratório de Inovação em Saúde.
O Evento acontecerá no próximo dia 3 de maio de 2022, às 8h
Neste primeiro ciclo do projeto foram mapeadas 6 experiências na temática das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) consideradas exitosas sobre o ponto de vista da implementação na Atenção Primária em Saúde no SUS:
1. Projeto 4 Varas – Terapia Comunitária Integrativa (Dr. Adalberto Barreto);
2. Farmácia da Natureza (Dra. Ana Pereira);
3. Programa de Práticas Integrativas e Complementares no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo (Dra. Joseli Suzin)
4. Implementação da Política Distrital de Práticas Integrativas em Saúde (Sr. Cristian Cruz);
5. Implementação da Terapia Floral nos municípios de Corguinho e Angélica, Mato Grosso do Sul (Sra. Joseanne Roque);
6. Programa de Práticas Integrativas e Complementares no Instituto de Psiquiatria/USP (MSc. Osvaldo Takeda).

Morrer e re-suscitar

A espiritualidade cristã, nos convida com a páscoa, a refletir sobre o sentido profundo da vida e da morte. Cristo, ao morrer na cruz, personificou tudo que precisa morrer em cada um de nós: a vitimização e morte do outro como solução para os conflitos pessoais e sociais.

A morte injusta de Jesus, visava calar, silenciar a esperança de todo um povo. Ao se deixar matar, Cristo tinha a esperança que morresse com ele, toda forma de injustiça, violência e descriminação.

Havia uma polarização de forças contrárias em ação. Por um lado, silenciar para sempre a voz da esperança, personificada em Cristo, e do outro lado os que viviam da esperança de novos tempos. Com a morte de Cristo, desejavam colocar um ponto final.

A segunda força, a dos invisíveis e esquecidos que viviam de profecias, transformaram o ponto em uma virgula e re+suscitaram toda a mensagem de amor e fraternidade.

Enquanto uns falavam do sepultamento de Cristo, o povo simples multiplicava os testemunhos de suas aparições. Uma das mais contundentes e de forte simbolismo: ser reconhecido partilhando o pão no caminho de Emaús.

O espírito cristão superou a morte terrena e tornou-se luz para toda a humanidade.

A vítima sepultada, ressuscitou em forma de partilha, de solidariedade e amor ao próximo.

A pascoa simboliza esta passagem entre o efêmero que morre e o eterno que permanece. Quando o efêmero passa, chega a hora de ressuscitar o eterno que nele habitava.

Neste momento de muitas perdas pelo Covid-19, vale lembrar que precisamos re+suscitar o que a morte não destruiu naquele que partiu. Perdemos amigos e familiares queridos. Se ficarmos apenas olhando para o sepulcro, só restam lágrimas e um sentimentos de revolta e solidão.

Mas se olharmos para o legado que cada um deixou, vamos ter muito o que celebrar. As lembranças das coisas boas precisam ser re+suscitadas por que são eternas e fazem parte da herança deixada por alguém que se foi e que continua vivo em mim e em meus descendentes. Feliz re+surreição.

 

Terapia Comunitária Integrativa em tempos do novo coronavírus no Brasil e América Latina       

Por  Adalberto de Paula Barreto*,

Maria de Oliveira Ferreira Filha**,

Milene Zanoni da Silva***

Vincenzo Di Nicola***

 

A revista Word Social Psychiatry, publicação oficial da Word Assciation of Social Psychiatry, publica o artigo intitulado como acima. 

Desde os primórdios da humanidade os indivíduos têm sobrevivido às tragédias, aos desastres e calamidades, devido a sua capacidade de organização e superação. As calamidades têm varias caras: secas, enchentes, desmoronamento, tempestades, furacões, terremotos, epidemias. Todas produzem caos material e afetivo, sendo uma fonte de estresse, gerador de sofrimento.

Com a chegada da pandemia de COVID-19, a humanidade conheceu, ao mesmo tempo, o confinamento social como forma de se proteger e a vulnerabilidade da vida humana e das instituições. A superação das calamidades, no passado, se fazia pelo estar juntos e, com a pandemia, a forma de proteção foi ao inverso: isolar-se fisicamente e evitar aglomeração, o que tem aumentado a problemática psicossocial, como a morbidade dos transtornos mentais (depressão, ideias suicidarias) e a violência intrafamiliar entre outras.

Há 27 anos temos desenvolvido no Brasil a Terapia Comunitária Integrativa, como uma prática de intervenção psicossocial inserida no Sistema Público de Saúde brasileiro (SUS), que vem sendo implementada em contextos diversos, marcados pela ruptura dos vínculos sociais. Promover a resiliência comunitária e o empoderamento das pessoas e de grupos, significa apoiá-los na transformação das experiências adversas, em alicerce para crescimento individual e coletivo, a partir do saber construído pela experiência de vida (Cyrulnik, 2017; Barreto, 2008).

Os resultados da TCI vêm demonstrando sua efetividade enquanto instrumento de intervenção psicossocial na Atenção Primária de Saúde, valorizando a promoção da saúde e a qualidade de vida (Andrade, 2007; Barreto, 2007; Cezario et al, 2015)

Leia o artigo na íntegra (em inglês): http://www.worldsocpsychiatry.org/article.asp?issn=WKMP-0196;year=2020;volume=2;issue=2;spage=103;epage=105;aulast=Barreto


*Presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria Social abarret.tci@gmail.com

**Profa. Dra em Enfermagem da Universidade Federal da Paraíba UFPB. marfilha@yahoo.com.br

*** Vice-presidente da Associação Brasileira de Terapia Comunitária Integrativa. milenezanoni@gmai.com

**** Department of Psychiatry, Montreal University Institute of Mental Health; Department of Psychiatry and Addictions, University of Montreal, Montréal, Québec, Canada; Department of Psychiatry and Behavioral Sciences, The George Washington University, Washington, DC, USA, 8President, Canadian Association of Social Psychiatry, President-Elect, World Association of Social Psychiatry

 

O vírus e o urubu

Dois seres sempre presentes nas mortes e carniças.
Ambos não podem ser acusados da morte delas e sim eles aparecem para destruir o que já está se decompondo. Eles tem um papel sanitário de suma importância. Não são nossos inimigos a serem combatidos e sim alertas , sinais de que nossas defesas estão fragilizadas e nossos modelos de vida precisam ser revistos.
Um tiro de revólver num coelho atravessa e mata mas numa tartaruga resvala. Neste momento de crise, nossa  preocupação maior é reforçar nosso “casco de tartaruga. “ Vamos fortalecer nossas defesas e rever nossos modelos de vida.
O momento é de fazer uma higiene do nosso corpo físico lavando as mãos, ficando em casa; cuidar de nossa higiene mental reduzindo o estresse, revisar nossas certezas que nos aprisionam, ampliar nossa visão de mundo sem preconceitos ou ideologias limitantes.
Cuidar de si e cuidar dos outros respeitando as orientações sanitárias. Por último através de nossa espiritualidade alimentar a esperança de um mundo mais solidário e inclusivo. A outra face do combate ao corona vírus é conosco mesmo. É pelo cuidado comigo com os outros e com o planeta que a saúde vence a doença e a vida supera a morte