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A energia que mata

Greenpeace protesta no Palácio do Planalto contra os investimentos em energia nuclear no Brasil e pede a presidente Dilma que suspenda ações na área.

Greenpeace protesta no Palácio do Planalto contra os investimentos em energia nuclear no Brasil e pede a presidente Dilma que suspenda ações na área.

Ativistas do Greenpeace estendem banners na frente da rampa do Palácio do Planalto, para pedir à presidenta Dilma Rousseff que suspenda os investimentos em energia nuclear. Greenpeace / Felipe Barra
Ativistas do Greenpeace estendem banners na frente da rampa do Palácio do Planalto, para pedir à presidenta Dilma Rousseff que suspenda os investimentos em energia nuclear. Greenpeace / Felipe Barra

A foto que choca é uma ilustração das consequências que a explosão de Chernobyl, o pior desastre nuclear da história da humanidade, que completa 25 anos em 2011 e causou a milhares de pessoas. A mensagem é clara, fala por si só. A energia nuclear mata. Se não mata, deixa marcas por gerações.

Tragédias como essa definitivamente não são comuns, mas quando acontecem comovem o mundo e trazem à tona os perigos inerentes ao investimento em energia nuclear. É o caso do Japão. Após sofrer o mais forte terremoto já registrado ali, seguido de um tsunami, o país vive o pior desastre desde a II Guerra Mundial. O resultado? Como se não bastasse a população sofrer com as consequências do tremor e da onda gigantesca que afundou cidades inteiras, ela ainda têm de conviver com o medo da contaminação radioativa.

Governos de vários países já se manifestaram contrários a investimentos nesse tipo de energia. Rússia, Bélgica, Suíça e Estados Unidos estão repensando seus projetos nucleares. O governo chinês suspendeu os investimentos em novas usinas. E a chanceler alemã, Ângela Merkel, deu a declaração mais contundente: aposentar imediatamente sete usinas. “O governo brasileiro também tem de abrir os olhos para isso. Com tantas alternativas energéticas, não faz sentido o Brasil continuar a construção de Angra III. Muito menos manter os planos de construir até 2030 outras quatro usinas”, afirma o responsável pela campanha de energia do Greenpeace, Ricardo Baitelo.

Galeria de fotos:

A crise vivida pelo Japão trouxe de volta a discussão sobre a segurança dos reatores nucleares e, com ela, o receio dos duros e graves efeitos que um vazamento como o do Japão pode causar. Diante da ameaça, o mundo parece ter finalmente acordado para o perigo.

Falta agora a presidente Dilma se posicionar. “Deveríamos seguir o exemplo de países que dependem mais da energia nuclear do que o Brasil, que agora consideram abrir mão dela. A geração nuclear representa menos de 2% da matriz elétrica brasileira e pode ser substituída por fontes energéticas mais limpas e sustentáveis.”

Peça a Dilma que suspenda os investimentos em energia nuclear.

Assista a um bate-papo sobre energia nuclear e tire suas dúvidas.

Veja a área que seria afetada no Brasil caso houvesse algum acidente nas usinas de Angra.

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