— Salva-me, Senhor, estou a naufragar! /Não posso ir além, no Mar desta vida /eu vou afundar! //– Seu medo é de quê?… Pode me dizer? /Qual é o seu medo?… /Fale para mim!
poema
Entrego-me inteira, em rios de afeto, /ofereço o peito como abrigo e cais, /desenho abraços onde cabem mais /e busco na entrega o meu porto exato.
Pegou as malas, fechou a porta, sumiu e ninguém mais o viu. / E as novas estações vieram, / Trazendo mais flores belas / Para o jardim de Florisbela: / Rosa, roxa, azul, alaranjada e amarela.
A Fome do Povo não é só de Pão! /Homens de pouca Fé! Um dia vão entender: /o Milagre sempre acontece /na fraterna e real Comunhão!
Lua, sempre aponta para a Noite; / Sol, a manhã sempre anuncia! / Quanto tempo de Escuridão teremos, / ofuscando a Luz que irradia?…
O bagaço da cana é quem trabalha /Amargando uma vida infeliz /Produzindo as riquezas do País /Mas vivendo na ponta da navalha… /E o terror sem saber como se atalha…
O jardim de Florisbela, /Não é como os jardins de Monet, /Nem os campos floridos de Van Gogh, /Mas possui as cores da aquarela: / Rosa, roxa, azul, alaranjada e amarela.
Poetizar é mais que um simples canto, / É converter o efêmero em esplendor; / É transformar o pranto em acalanto, / E fazer do silêncio um trovador.
Silencia minha alma, coração, /as respostas não cairão do céu, /para perguntas inviáveis. //Deixa o barco seguir o curso do rio, /mas como dói ver crianças com olhinhos de fumaça, /rostinhos de carvão.









