A compreensão do resultado eleitoral exige considerar a combinação entre rejeição política, identificação ideológica, desejo de mudança e prioridades econômicas, enquanto os desafios do próximo governo reforçam a importância da mobilização popular.
Economia
Não sou cientista política, especialidade das ciências humanas que reputo das mais complexas, mas quero dar meu pitaco sobre este turbilhão que atravessamos desde o dia 4 de outubro.
Com uma virada histórica, Lula ganhou a eleição presidencial e o Lulismo atravessou, de forma épica, a “avalanche” bolsonarista que arrastou a eleição de 2026.
Em O fascismo eterno, Umberto Eco (2018) adverte que o fascismo não constitui uma doutrina inteiramente coerente. Sua força reside justamente na capacidade de reunir elementos contraditórios, mobilizando afetos, ressentimentos e representações coletivas.
A reeleição de Lula é o acontecimento mais relevante da conjuntura internacional e, por enquanto, o único anteparo à onda fascista mundial. Na América do Sul é uma esperança para Argentina e Chile.
A vitória de Lula no Brasil provoca reações em Washington e reacende o debate sobre a influência de Trump e Rubio na América Latina.
Brasil pode ser decisivo contra o colonialismo recrudescido de Trump, diz filósofa. Virada expressa o mesmo desejo de futuro que move a juventude na Europa, e revela a importância de buscar formas de democracia além das instituições e do liberalismo.
Escrevi cartas abertas ao Presidente Lula, em 2002, 2003, 2005, 2023 e, com uma satisfação muito especial, estou tendo a oportunidade de escrever mais uma.
Vitória de um coletivo que voltou a si, se lembrou de si e foi às ruas e às redes. Foi emocionante. Juventudes, mulheres, pessoas da terceira idade, no meio das quais me conto. Voltou a…









