“O abalo e o espanto precisam se transformar em movimento”, dizia o cartaz de estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) que convocava para um protesto em 5 de outubro, dia seguinte ao primeiro turno das eleições.
O “L”, “faz o L”, “fazer o L”, feito com os dedos nasceu como senha de palanque, virou marca de uma candidatura e, na semana que se seguiu à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro, atravessou fronteiras para se transformar em uma das raras linguagens universais que a esquerda mundial conseguiu produzir.
A imensa mobilização que salvou o Brasil pode ir além. Ideias para responder às pressões dos rentistas propondo serviços públicos de excelência, investimentos em infraestrutura e trabalho digno para quem se envolver na reconstrução do país.
Julian Lemos tem razão ao criticar a comparação da fuga de Flávio Bolsonaro com os episódios bíblicos de Davi, José e Jesus. É o cúmulo da heresia política!
As ruas mostraram: é preciso mais ousadia para impulsionar a construção coletiva de políticas sociais, distribuição de renda e universalização de direitos fundamentais.
Já não basta ocupar praças, sindicatos, igrejas, universidades e ruas. É preciso recorrer também aos celulares, computadores e plataformas digitais, onde milhões de pessoas recebem informações, formam opiniões, manifestam sentimentos e, não raro, são capturadas pela desinformação.
Como assinalamos no texto anterior, resultam numerosas as lições a serem extraídas das Eleições/2026. Nas linhas que seguem dispomos-nos a compartilhar apenas algumas mais. Cuidamos de dimensionar o suicídio coletivo que representa seguir apoiando a Direita.
É a minha arte predileta. Ou uma das minhas artes prediletas. Escrevo e a vida acontece. Aterrisso cada vez que escrevo e leio. Me vejo nas palavras. Tudo é escrito. Sou parte dessa escrita que…
E no clímax final, onde o ar nos falta, / ficamos suspensos, pele a pele, em nó. / Dois corpos num só ritmo incandescente, / fundidos no tempo, sem distância e sem dó.









