O embate central da peça orbita em torno do dilema crucial que acompanhou a humanidade ao longo de eras: a existência de Deus, a origem da moralidade e a natureza do sofrimento humano.
Anna Lúcia Gadelha
— E tu, Lua mansa que velas a noite escura, / Como suportas a ronda de tanta solidão? / A Lua sorriu na sua branca e serena altura: / “Eu guardo os sonhos que dormem no teu coração.”
Entrego-me inteira, em rios de afeto, /ofereço o peito como abrigo e cais, /desenho abraços onde cabem mais /e busco na entrega o meu porto exato.
Poetizar é mais que um simples canto, / É converter o efêmero em esplendor; / É transformar o pranto em acalanto, / E fazer do silêncio um trovador.
Quase madrugada / Dispo-me dos medos / Entrego-me sem segredos / Amanheço feliz e alada // Sinto teus afagos / Suaves e erotizados / Atiçando meus sentidos / Sussurando nos meus ouvidos
Vivo no avesso do que esperam, /com a alma inquieta de quem não se cansa: /sou o caminho que eu mesma invento, /sou a própria busca… e a própria dança.
O Bolero se cala, o sol desaparece, /Mas a magia desse instante, jamais se esquece. /O pôr do sol em Jampa, ao som de Ravel, /É a arte perfeita, num quadro de mel.
Muitas vezes, o mundo, em sua pressa desmedida, tenta transformar a vivência em obsolescência, confundindo o valor de um ser humano com a marca que o relógio deixa na pele.
Ele é o Sol que ilumina minha vida / Às vezes é um vento que me arrepia / Metamorfoseia-se e me incendeia / É um fogo que me deixa renascida









