
É difícil descrever o meu sentimento pelos 26 anos da Revista Consciência, completos neste 13 de maio de 2026.
Basta dizer que se trata de mais da metade da minha própria vida.
Minha trajetória não se confunde com a da Revista – é mais do que isso. É impossível pensar na minha trajetória sem a Consciência.
Tornei-me o profissional que sou sobretudo por causa da Revista. Formei-me cidadão na Revista. Sou um ser humano melhor com a Revista.
Não tenho a pretensão de reivindicar qualquer pensamento original, e creio que nunca terei. Costumo pensar que, de uma forma ou de outra, tudo o que precisa ser dito já foi dito. Ou nem tanto, mas tampouco serei eu a dizer algo realmente novo. Cazuza traduziu bem o que penso da contemporaneidade: um museu de grandes novidades.
Dito isso, todo o pensamento que me ajudou a formar caráter, para além das valiosas experiências de vida, está impresso neste diário digital.
Alguns dos grandes amigos que fiz são ou já foram colaboradores deste espaço.
O que devemos esperar para os próximos 26 anos?
Neste mesmo espaço da Revista, em diferentes textos, nas entrelinhas, na alma literária que aqui vive, já está a resposta: pouco importa. Aqui estamos, aos 26 anos de idade, vivendo o presente.
E este é o melhor presente: um espaço sereno, com firmes ideais de justiça e igualdade, com alma e diversidade. Em vez de desejar mais 26 anos, desejo que cada momento seja vivido intensamente, como deve ser a vida. E viva a Revista Consciência!
Jornalista, 44, com mestrado (2011) e doutorado (2015) em Comunicação e Cultura pela UFRJ. É autor de três livros: o primeiro sobre cidadania, direitos humanos e internet, e os dois demais sobre a história da imigração na imprensa brasileira (todos disponíveis em https://amzn.to/3ce8Y6h). Saiba mais: https://gustavobarreto.me/

Quando peguei a caravana da Revista Consciência, ela já tinha 20 anos de caminhada. A Covid-19 batia à nossa porta e eu frequentava as reuniões do grupo Kairós, na UFPB. Foi lá, através de Rolando Lazarte – também participante do grupo – que conheci a revista. São, portanto, apenas 6 anos de convivência, mas íntima e fecunda o bastante para um destino de aprendizado que orienta e fortalece a luta contra as desigualdades estruturais da sociedade.
Sinto-me à vontade de dizer que pertencer a este coletivo da Revista Consciência me dá uma sensação de fé e esperança. Ação construtiva. Crescimento interior e comunitário até o indizível. Arte e vida. Vida como arte.
Orgulho e gratidão por fazer parte da Revista Consciência! Uma publicação atual, clara e coerente. Parabéns ao Gustavo e a toda a equipe, inserindo, poetas, cronistas e contistas que enriquecem nossas páginas com tanto carinho e dedicação.”
É emocionante ler um texto com tamanha carga de gratidão e maturidade. Claramente, a sua trajetória e da Revista Consciência se fundem em uma só, um reflexo de uma jornada de 26 anos de dedicação, aprendizado e construção de identidade. Parabéns à Revista Consciência por mais de um quarto de século de resistência e jornalismo com alma, e a você por ser a voz dessa bela história! Abraço