A compreensão do resultado eleitoral exige considerar a combinação entre rejeição política, identificação ideológica, desejo de mudança e prioridades econômicas, enquanto os desafios do próximo governo reforçam a importância da mobilização popular.
Memória & Consciência
Não sou cientista política, especialidade das ciências humanas que reputo das mais complexas, mas quero dar meu pitaco sobre este turbilhão que atravessamos desde o dia 4 de outubro.
Entre os episódios citados está a desativação, em 23 de setembro, da conta de anúncios da campanha de Lula no Facebook, 11 dias antes do primeiro turno.
Com uma virada histórica, Lula ganhou a eleição presidencial e o Lulismo atravessou, de forma épica, a “avalanche” bolsonarista que arrastou a eleição de 2026.
Em O fascismo eterno, Umberto Eco (2018) adverte que o fascismo não constitui uma doutrina inteiramente coerente. Sua força reside justamente na capacidade de reunir elementos contraditórios, mobilizando afetos, ressentimentos e representações coletivas.
O verdadeiro aprendizado das urnas começa quando vencedores e vencidos reconhecem que o país pertence a todos e o adversário não é um inimigo.
A reeleição de Lula é o acontecimento mais relevante da conjuntura internacional e, por enquanto, o único anteparo à onda fascista mundial. Na América do Sul é uma esperança para Argentina e Chile.
No dia 26 de setembro de 2026 próximo passado, tive a graça de completar 50 anos de vida diaconal. Especialmente agradecido ao Deus de Jesus de Nazaré e às irmãs e irmãos da Caminhada, sinto-me profundamente impactado pelo exercício da memória (pessoal e coletiva) das buscas, do aprendizado e dos achados, durante essas cinco décadas.
No pleito de 2026, o eleitorado que viveu a ditadura, a inflação e a reconstrução democrática deixou de ser coadjuvante e assumiu o papel de protagonista na definição de um projeto de país.









