
Lancei minhas poesias ao vento,
Com as mãos leves e em silêncio.
Elas me deixaram e partiram,
Grudaram nas folhas das árvores,
Nas janelas das casas,
Nos vidros dos carros;
No colo do Luiz,
No bico do pássaro,
Na bolsa de Thaís.
Voaram ao léu, mansas,
Para bem longe, muito longe…
Rodaram o mundo,
Vararam os oceanos.
Não me pertencem mais,
Tocaram outros corações,
São de todos os seres,
Vivos ou mortais.
Ana Amélia Guimarães
E-mail: meliaguima@gmail.com
