Quando se estende a tarde -e estamos vivos- / E os olhos que nos bebem não encantam / Somos torpedos, balas, decadência. / E Caravaggio não moldou meu rosto.
poema
Washington e Moscou /em Apolo-Soyuz, / possuídos de luz, /deixam a Terra /esquecendo a guerra /Apolo-Soyuz… / acopladas, fazem jus /ao compromisso, afinal, /de – paz Mundial!
Tudo é Evolução, Movimento, /Renascer… A Vida não para não! /A Vida é Travessia: do Ventre /à Imensidão! //A Vida é um Único Fio, /aos poucos, a se Desenrolar, /nas Mãos do Grande Artesão /que está sempre a Criar!
Sou a “Terra Prometida”, / Que por séculos esquecida, / Fez sonhar nossos avós. / Não há mantos tutelares, / Nem na terra nem nos mares. / Sou mais livre que o Albatroz…
Converso muito Sozinha, também converso com as Flores, converso até / com as Paredes, falando dos meus amores… /Converso com os Animais, com as Plantas, /com o Mar, com o Céu, o Sol, a Chuva, com a Brisa, com o Ar…
— E tu, Lua mansa que velas a noite escura, / Como suportas a ronda de tanta solidão? / A Lua sorriu na sua branca e serena altura: / “Eu guardo os sonhos que dormem no teu coração.”
Distante… o latido de um cão, /que corre e ameaça /um velho que passa. /Crianças na estrada, param pra olhar, /da queimada na mata, fumaça no ar…
Simplesmente, as Grandifloras, /sentem no coração e sabem /que, dependendo da Luz, /elas se fecham ou se abrem. //Se não for no Tempo certo, /bom mesmo é Silencar… /Somente o Toque da Luz /pode a tudo Clarear!
Arnaldo, o Avestruz, gosta mesmo é da Terra. /Olha tanto para o chão, que até o Bico enterra. /Aquilina, sua Amiga, /vive no Céu a voar, /pois é uma linda Águia /e gosta de meditar.









