Vivo no avesso do que esperam, /com a alma inquieta de quem não se cansa: /sou o caminho que eu mesma invento, /sou a própria busca… e a própria dança.
Literatura
O convite era para viver, dançar e soltar a alegria. A chegada foi gloriosa: fomos recebidos com uma taça de champanhe em um local bonito, aconchegante, bem decorado, espelhado — um fino ambiente.
A maior alegria foi chegar, um dia, aquela Criança! /Até parecia que o filho, ou a filha /estavam nascendo pela segunda vez. //
Avô, Avó, Avôs, Avós: /A_Voz da Dignidade, /A_Voz da Beleza, /quanta leveza, quanta saudade…
O Bolero se cala, o sol desaparece, /Mas a magia desse instante, jamais se esquece. /O pôr do sol em Jampa, ao som de Ravel, /É a arte perfeita, num quadro de mel.
Joio e Trigo; Trigo e Joio: /onde será que estão? /Será que é fora de Nós, /ou no nosso Coração?… //Joio e Trigo, Bem e Mal: /só na Colheita Final, /haverá separação!
O que é que, realmente, /alegra o meu viver? /Quando é que posso dizer /que estou mesmo a ganhar? /É vendo o outro chorar? /É vendo o outro sofrer?…
Que Garra, Filhos do Sol! / Não seria a mesma Garra / que nós precisamos ter, / muito além do futebol?… / Que o Sol de Mayo brilhe / entre todas as Nações, / acabando com as guerras, / violências e opressões.
Lancei minhas poesias ao vento, /Com as mãos leves e em silêncio. /Elas me deixaram e partiram, /Grudaram nas folhas das árvores, /Nas janelas das casas, /Nos vidros dos carros; /No colo do Luiz, /No bico do pássaro, /Na bolsa de Thaís.
Hoje, a “Queda da Bastilha” /precisa acontecer /em toda Sociedade, /para poder florescer! /Que caia toda Maldade, /caiam todos os Tiranos; /caiam Ideologias, /que nos levam a enganos.









