Mais um final do dia, /a tarde está calma. / Acalenta minh’alma /E me faz relaxar… //Cheguei em casa /Apenas a revoada dos passarinhos, / A paz é fecunda /voltando aos seus ninhos… //…
Literatura
“As mudanças das circunstâncias históricas podem ter como consequência que algumas obras deixem de ser apreciadas…”
Gigantesco o escândalo Banco Master Envolvendo os Poderes da República BRB representa só a ponta De um extenso e corrosivo “Iceberg” Tem camadas diversas, o caso Master Cada uma mais grave do que a outra…
O peito é um bicho acuado que não sabe se entrega,
pois traz na memória o corte de um antigo adeus.
É um querer que se esconde, uma luz que se nega,
com medo de que outros olhos apaguem os meus.
(uma das estrofes – a 1ª do poema)
Será que existe, de fato, um lugar realmente seguro? Um lugar de tranquilidade, calma, despreocupação? Para uma amiga minha, este lugar existe: é o túmulo, onde tudo fica parado, calmo, quieto, silencioso… Não! Deus que me livre! Prefiro pensar noutras possibilidades, pensar na vida mesmo, com todos os seus percalços, perigos e tormentas.
Veio-me, então, uma saudade imensa de Mãe Noca. De vez em quando, lembro-me dela com muito carinho e saudade, mas hoje o sentimento foi muito mais forte diante de tanta falta de bom senso, de tanta superficialidade. Posso dizer que a lembrança de Mãe Noca salvou o meu dia. Que maravilhosa e santa mulher! Fechei os olhos a recordar…
Lá estava ela linda, toda de preto, caminhava em sua direção, um sorriso meigo e sensual brotava nos seus lindo lábios; discreta e, ao mesmo tempo, altiva, ia se aproximando e, pelo perfume que exalava, algo mágico pairava no ar.
Quando estávamos instalados começaram a aparecer homens batendo a nossa porta perguntando pelas mulheres. Ficávamos sem entender. Certo dia a porta estava aberta e entrou um sujeito bêbado que ficou gritando todo eufórico: “cadê as muié, chegou o garanhão”. E minha mãe saiu lá de dentro assustada dizendo que ali era casa de família e o homem não queria ir embora falando que a casa era das famílias das muié da vida. Foi complicado tirar o cara de lá.
Por Paty Guimarães* A cidade acordava antes dela, como se tivesse pressa de ocupar o mundo antes que alguém pudesse contestar. Ainda era cedo quando o primeiro ônibus passou bufando na avenida principal, espalhando um…









