O silêncio que ecoou pelo ecossistema intelectual planetário com a partida de Edgar Morin, aos 104 anos, encontrou uma ressonância dolorosa e profunda nas veredas e na intelectualidade do Nordeste brasileiro.
Meio ambiente
Arbustos chorosos, desgastados e retorcidos / Revelam abandono, revolta, aridez / Miram o estrelário, implorando / A Terra Prometida, a Terra Santa / Da paz, da união, da fartura, do amor / Etérea, celeste, vem para ajudar / Findando esse ciclo de pranto e dor.
Sem rodeios, Luiz Marques assegura que “há em curso nos Trópicos uma guerra de aniquilação da vida”.[i] Não vivemos uma crise climática, mas uma guerra climática.
Enquanto se rejeita uma estatal brasileira no setor, avança a atuação de mineradoras estrangeiras apoiadas por governos de outros países.
Um pouquinho de seu cheirinho / Um abraço e um gostoso sorriso / Hora do canto de passarinho / Todo esse momento em paraíso.
A tarde sangra / Na terra sofrida, / Silenciosa e triste. / Desesperadamente, / Tenta sobreviver / Aos ataques inescrupulosos, / Enquanto os homens / Com sua ganância e sede… / A desnudam sob o pretexto do progresso.
Chuvas intensas, calor extremo e pragas implacáveis estão dizimando plantações em todo o mundo, à medida que as mudanças climáticas alteram drasticamente o clima.
A obsolescência programada impulsiona o consumo e agrava a crise do lixo eletrônico, enquanto o debate sobre o direito ao reparo se intensifica.
Entre o sensorial e o político, A Mesa propõe uma reflexão sobre as formas de convivência entre humanidade e natureza, utilizando o audiovisual como espaço de inquietação e questionamento.









