Por décadas, o pensamento econômico sustentou: “estabilidade fiscal” e “respeito ao ambiente de negócios” garantiriam vida digna para todos. Então, explodiram a desigualdade e a devastação. É hora de buscar outros caminhos. Eles existem.
Meio ambiente
A conjuntura internacional, latino-americana e brasileira segue revelando-se profundamente trágica, tanto para os nossos biomas quanto para os humanos e demais viventes.
A Terrabrás pode representar um símbolo para uma nova etapa do desenvolvimento brasileiro, a exemplo da criação da CSN e, mais tarde, da CVRD, Petrobras e outras estatais.
A transição energética não pode ser compreendida apenas como uma mudança tecnológica. Trata-se de um processo histórico que redefine as bases materiais da economia contemporânea e reorganiza as relações de poder em escala global.
Os recordes em energias renováveis ocultam a reprodução de velhas assimetrias regionais, que impõem ao Nordeste os custos socioambientais do abastecimento do Centro-Sul.
A iminente ruptura nas cadeias globais de insumos forçará o Estado a fazer uma escolha incontornável entre a segurança alimentar da população e os dogmas de lucro do agronegócio.
A crise ecológica se tornou uma “crise humana”, em que impactos como secas prolongadas, enchentes, ondas de calor e perda de biodiversidade atingem de maneira desproporcional comunidades marginalizadas.
Concessão do saneamento replica erros que já afetam outros estados. Projeto exclui toda a população rural e vilas urbanas.
Com a insegurança alimentar em foco, vozes do campo e da cidade reúnem-se em Brasília para debater a contradição brasileira.









