Julian Lemos tem razão ao criticar a comparação da fuga de Flávio Bolsonaro com os episódios bíblicos de Davi, José e Jesus. É o cúmulo da heresia política!
As ruas mostraram: é preciso mais ousadia para impulsionar a construção coletiva de políticas sociais, distribuição de renda e universalização de direitos fundamentais.
Já não basta ocupar praças, sindicatos, igrejas, universidades e ruas. É preciso recorrer também aos celulares, computadores e plataformas digitais, onde milhões de pessoas recebem informações, formam opiniões, manifestam sentimentos e, não raro, são capturadas pela desinformação.
Como assinalamos no texto anterior, resultam numerosas as lições a serem extraídas das Eleições/2026. Nas linhas que seguem dispomos-nos a compartilhar apenas algumas mais. Cuidamos de dimensionar o suicídio coletivo que representa seguir apoiando a Direita.
É a minha arte predileta. Ou uma das minhas artes prediletas. Escrevo e a vida acontece. Aterrisso cada vez que escrevo e leio. Me vejo nas palavras. Tudo é escrito. Sou parte dessa escrita que…
E no clímax final, onde o ar nos falta, / ficamos suspensos, pele a pele, em nó. / Dois corpos num só ritmo incandescente, / fundidos no tempo, sem distância e sem dó.
Há políticos que, ao perder uma eleição, fazem um discurso de reconhecimento da derrota e prometem fiscalizar o novo governo. Outros preferem uma alternativa mais confortável: em vez de mudar de opinião, mudam de país. Flávio Bolsonaro optou pelas duas atitudes.
“A IA assusta vocês?” Numa palestra universitária, surge esta pergunta. Como sentir medo de algo que a humanidade pouco compreende? Mark Fisher dá pistas para entender o sentimento – “esquisito e inquietante” – causado pela necessidade de tradução constante do desconhecido e de nós mesmos.
Uma disputa entre os deputados da Assembleia francesa em 1789 definiu os termos que se tornariam a base do vocabulário político mundial: Esquerda x Direita.









