Mar de Linho

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Na calada da noite eu me desfaço,
Quando sentes o gosto do meu brio.
Tua boca desenha um breve rio,
Que percorre a extensão do meu espaço.

Sou a onda que prende o teu abraço,
Nesse jogo de entrega e de arrepio.
Teu olhar me incendeia no vazio,
E desata o mistério em que me enlaço.

Vem, navega na carne que te chama,
Sê o porto, o mistério e a corrente,
Nesse leito que o fogo transfigura…

Que amanhã, bem no centro desta cama,
Saberemos os dois, perfeitamente,
Que o pecado é a nossa forma pura.

AnnaLuciaGadelha
analuciagadelha.pb@gmail.com

3 comentários sobre “Mar de Linho”

  1. Uma entrega de amantes apaixonados, loucos para consumar o ato de amor, onde finalmente os desejos são contemplados. Parabéns pelo lindo poema sensualíssimo!

  2. Sensualíssimo! Com belas metáforas a representarem a entrega e a mulher que, na intimidade de lençóis macios, não tem vergonha de amar e ser amada. Nesses versos desejos não são reprimidos e o maior pecado seria não saciá-los. Não me surpreende o talento da poeta, mas às vezes aina fico admirado com a força do eu lírico de muitas das suas construções poéticas.

  3. Sensualíssimo! Com belas metáforas a representarem a entrega e a mulher que, na intimidade de lençóis macios, não tem vergonha de amar e ser amada. Nesses versos desejos não são reprimidos e o maior pecado seria não saciá-los. Não me surpreende o talento da poeta, mas às vezes ainda fico admirado com a força do eu lírico de muitas das suas construções poéticas.

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