Bicho do mato

Crédito da imagem: acervo do autor

Um poema de
J Estanislau Filho

salvo da selva
de pedra a relva
que se eleva
sobre troncos
sobe barrancos
tece redes verdes
cresce e floresce
alimentando a sede
a fome de milhões de seres

 

salvo da selva de pedra
é o verso que me tece
e me enreda na rede
de naturais tapetes
fazendo de mim relva.
na selva em que habito
mudei de hábito
e sutilmente
imperceptivelmente
me tornei bicho do mato

J Estanislau Filho
E-mail: jestanislaufilho@gmail.com

2 comentários sobre “Bicho do mato”

  1. Stan, seja bem-vindo!!!
    Que poesia bela e transformadora você compartilhou.

    Seu poema descreve um movimento profundo de “desurbanização” da alma. A “selva de pedra” metáfora clássica para a frieza e o cinza das grandes cidades é contrastada com a vivacidade orgânica da relva, dos troncos e dos barrancos. Sua estréa é brilhante! Parbéns! Abraços

  2. Bem vindo Estanislau a nossa Revista Consciência. Chegaste abrilhantando com um poema potente em que diante da selva de pedra que nos avizinha, o melhor mesmo é tornarmos bicho do mato. Aplausos.

Deixe uma resposta