No último dia 6, no debate que ocorreu entre Mino Carta e Paulo Henrique Amorim, no Rio de Janeiro, dentre as diversas análises feitas sobre a atual conjuntura política, uma delas chamou bastante atenção: a possibilidade de ocorrer um golpe dentro do golpe.
Paulo Branco
Sábado agora, aproximando-se de meia-noite meu telefone tocou. Como era véspera do meu aniversário, sentei-me disposto a receber as tradicionais felicitações dadas a um aniversariante e retribuir o carinho.
latuff
Esta semana surgiram na internet e nos grandes meios de comunicação algumas considerações sobre os cortes realizados por Michel Temer. Os defensores do usurpador apelam para o discurso de redução da máquina pública e combate à corrupção, passando pelo velho ataque ao populismo, termo distorcido e utilizado pela direita para desqualificar lideranças de esquerda e projetos que visam atender às necessidades básicas das classes menos favorecidas.
A última aparição de Lula, mais uma vez, fez a internet transbordar de impropérios. É a turma que mesmo após a queda do PT, persiste em despejar ódio, execrando a sigla, seu líder, sem levar em conta os benefícios extraídos do seu programa de governo.
O histórico e as ações do grupo de ministros do governo Temer são a prova cabal da visão minúscula que o presidente e seu grupo têm sobre o Brasil. A descrição ampla e objetiva é proposital: não existe um nome que se salve.
O grito por Diretas Já, entoado por movimentos de esquerda, vem ganhando força dia após dia. Por mais que o pedido corresponda aos anseios da sociedade por uma solução rápida e pacificadora, ele é fruto de uma imaturidade política, construída pelos opositores do governo Dilma.
O retrocesso do cenário político brasileiro avança a passos largos. O conservadorismo assumiu de vez o poder, escancarando para toda a população suas abjetas intenções. Pautas inacreditáveis tendem a avançar, massacrando a classe trabalhadora, achatando os oprimidos e, consequentemente, jogando o país cada vez mais no lume da descrença.
O clima de tensão também se esvaiu com a grandiosidade dos jogos olímpicos. Aproveitando a trégua, os brasileiros, até então revoltados, fantasiaram-se de verde e amarelo, a fim de representar a grandeza de seus sentimentos patrióticos que, normalmente, dura o tempo de uma partida de futebol.
No Pan-americano ocorrido no Brasil, fiz uma crônica contando um pouco sobre a minha breve trajetória esportiva e os efeitos da intervenção estatal no esporte. Falarei novamente do assunto, pois aqui no Brasil o povo ainda sofre de memória curta, além de um profundo sentimento de ingratidão



