
O retrocesso do cenário político brasileiro avança a passos largos. O conservadorismo assumiu de vez o poder, escancarando para toda a população suas abjetas intenções. Pautas inacreditáveis tendem a avançar, massacrando a classe trabalhadora, achatando os oprimidos e, consequentemente, jogando o país cada vez mais no lume da descrença. Antes da saída de Dilma, por mais que o governo estivesse combalido e esvaindo-se em concessões e ações antipopulares que acalmassem a fome do mercado, sustentavam-se os programas sociais, educacionais e ainda tínhamos algum poder para embarreirar o retrocesso.
Com o golpe, as teorias neoliberais, que se alastraram mundo afora após a queda do Muro de Berlim, voltam à cena como suposta salvação da pátria. Por mais que essa linha política seja comprovadamente ineficiente na visão de qualquer liderança, comprometida com o crescimento igualitário e a qualidade de vida da população, aqui ela ainda é vista como caminho para o sucesso. Amiúde, adicionam medidas escravocratas, que são transmitidas pela grande imprensa como primordiais para a reação da economia.
Outra grande falácia é a suposta entrada do capital estrangeiro no país. Além de reconhecerem o golpe, nenhum investidor ou chefe de Estado com o mínimo de sensatez, irá arriscar seu capital ou realizar parcerias estratégicas com um país instável, marcado por instituições falidas e sectárias. A não ser que seja o filet mignon, desde sempre oferecido pelos entreguistas: foi assim com o café, cana de açúcar e minério. O Pré-Sal é o alvo de cobiça da vez.
Agora que chegamos ao fim da linha, será necessário fazer uma análise minuciosa de toda a situação: rever erros, estratégias e imaturidades.
Por mais que grande parte da população já se arrependa de ter endossado o golpismo, é um fato que a grande maioria não teve acesso à informação que fizesse contraponto ao que a grande mídia massificou. A comunicação deverá ser o grande alvo dos progressistas que pretendem assumir o poder.
Outro ponto importante é voltar a abrir diálogo com a classe trabalhadora. Desde que o PT assumiu o poder, o trabalho de base se esvaiu, dando espaço para direita, centro e aos que se utilizam da religião para formar seu nicho eleitoral.
Por mais que se sonhe com uma esquerda pura no comando, fazendo pouca ou nenhuma concessão, é preciso reconhecer nossa fragilidade política e institucional.
Se não houver consenso e maturidade entre as esquerdas, diálogo com a sociedade civil e avanço na área de comunicação, nossa sorte será, mais uma vez, alçada ao balcão de negócios, caracterizados pelos acordos de toma lá dá cá, tendo à frente um dos mais perversos donos do Brasil: o PMDB.
Para que isso não aconteça, será preciso coragem para recomeçar, trabalho árduo e organização.
Vamos em frente e sempre pela esquerda.
Foto(*): agenciabrasil.ebc.com.br

O momento é juntar os cacos e fazermos (a esquerda) uma auto critica,saber onde errou e o que fazer para que não haja outros equívocos caso tenha e com certeza tem de voltar ao poder central.
O partido dos trabalhadores foi ingênuo em pensar que conseguiria ter paz e uma boa relação com a mídia conservadora. Errou em não fazer a reformar democrática da mídia e ficou encantando pelo canto da sereia no discurso da ética. Claro,não posso resumir todo os erros governamentais do país a um partido num período de 13 anos .
O Partido dos trabalhadores estar ferido,combalido e NÃO está morto . Poderá em breve voltar ao Planalto e fazer outras alianças com partidos progressistas e não partidos fisiológicos,até as prostitutas tem éticas. Começar de novo ……Rever os conceitos ……Resta ao Partidos dos trabalhadores trilhar para outra rota