Os heróis por aqui não trabalham sem garantia. A ação corajosa não se dá antes de um bom acordo, como nos moldes do fatídico “com o Supremo, com tudo”.
Paulo Branco
A capacidade de indignar-se com o que é injusto, desumano e vil é o que alimenta os grandes pessoas. Aqueles que agem destemidamente diante de um poderoso algoz, vislumbrando a libertação e o bem do seu povo, alimentam a fé no improvável, fazendo o oprimido acreditar em si e lutar pela mudança.
Com o Judiciário cada vez mais em evidência, o comportamento dos magistrados e votos, na grande maioria das vezes, passou a ser ditado pela pressão midiática e interesses particulares.
Diante da visível limitação do presidente, quem seria o estrategista capaz de perceber que era hora de reagrupar a militância, mesmo com um governo em frangalhos? Quem continua a elaborar vídeos e propagandas em massa pelo whatsapp, capazes de manter tamanha sandice viva e ativa?
Em pouco tempo, repetimos os mesmos métodos e discursos para enfrentar as adversidades: o ato de resistir, quando não há forças o suficiente para sobrepor-se ao adversário, torna-se prenúncio da derrota.
Depois de uma eleição movida a ódio e intolerância, o esgotamento tomou conta até mesmo do mais radical. Aquele que prometia fazer e acontecer pós-eleição, decidiu-se por uma trégua, um repouso.
Consolidada a ideia de evitar desgastes, todo mundo passou a pisar em ovos, com um medo danado de entrar em novas e improdutivas discussões.
“Lúcido e consciente, estou resolvido ao sacrifício para que ele fique como um protesto, marcando a consciência dos traidores. Sinto que o povo brasileiro, a quem nunca faltei, no amor que por ele tenho e na defesa de seus direitos e legítimos interesses, está comigo. Ele me fará justiça!”.
Os que discursam pela necessidade de governabilidade, não devem esquecer que o antipetismo é somente um ponto de encontro dos que estão com alma adoecida, somado aos que não querem perder privilégios. Tudo não passa de um simbolismo, que pode ser transferido para qualquer um que preze por um país justo e igualitário.
Esclarecidas a intenção que move as ações e as distinções entre alvos no cerne da Operação Lava Jato, é fundamental questionar-se sobre quem deu sustentação às arbitrariedades de Moro, um juiz de primeira instância. Por que e por quem as instâncias superiores se calaram?




