Arquitetura do Avesso

Imagem: Do Recanto das Letras

Não me procure nas trilhas marcadas,
onde o passo é ditado pelo chão.
Minha alma, em eterno movimento,
tece rotas que o mapa não viu,
desenhando o destino no agora,
sem pedir licença à convenção.

Sou a poetisa da inquietude,
que transborda em versos de sal e vento.
Amo a verdade crua, a pele nua,
o que é simples, o que é bicho, o que é gente.
Onde há vida, há o meu alento.

Tenho o desapego como bússola:
parto sem medo, fico por inteira,
enquanto o amor pelos meus filhos
é a única raiz que sustenta o meu voo.

Vivo no avesso do que esperam,
com a alma inquieta de quem não se cansa:
sou o caminho que eu mesma invento,
sou a própria busca… e a própria dança.

AnnaLuciaGadelha
E-mail: analuciagadelha.pb@gmail.com

 

O verdadeiro destino não é o lugar onde a estrada
termina, mas a coragem que a alma encontra para
inventar o próprio caminho no agora, descalça de
convenções e inteira de si mesma.

AnnaLuciaGadelha

 

Fonte: Recando das Letras

5 comentários sobre “Arquitetura do Avesso”

  1. A alma poeta que se revela em versos e rimas, uma amostra encantadora das raízes profundas. Aplausos e belo retrato para embelezar mais a página.

  2. Bela arquitetura “do avesso” porque não quer agradar ou explicar, é o perfil poético; o amor à verdade nua e crua, o gosto pela natureza e pelas coisas simples. Amor pelos filhos, pela vida e pela poesia. Aplausos!

  3. Meu Deus, que beleza! Parece um mantra a seguir, uma lição de vida, um legado com ensinamentos maravilhosos de como se viver. Um poema com versos tão valiosos, repletos de liberdade, autenticidade, que cada um se quiser pode ter como um ideal, uma realidade. Parabéns pela sensibilidade e inspiração magnífica!!!

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