
Num Mundo assim, de tanta Aparência,
seria possível encontrar minha Essência?
Em meio a tanta Superficialidade,
onde andaria, de fato, a Verdade?…
Num tempo de tanta Pressa e Urgência,
tirar toda Máscara não é Emergência?
Onde está meu Eu? Onde está meu Ser?
Onde me encontrar, pra não me perder?
Sinto que é preciso haver dentro de mim
a Morte Sagrada, pra não ser meu fim:
Morte de tudo que não foi nem é,
para dar espaço ao Ser que Sou!
Terei que fazer esta Travessia,
com muita Agonia e com muita Dor:
Ego em total Esfacelamento,
Destruição de tudo que é Anti-Amor.
Para dar Espaço a toda Beleza
da Essência Imortal que brilha por Dentro,
há que haver, com toda certeza,
de todo Egoísmo, o Desmoronamento.
O Velho que morre, dando vez ao Novo;
Casulo desfeito, para o Transcender;
Manhã que ressurge, após o Crepúsculo;
Semente morrendo, para Renascer.
Árvore Sagrada, de Antigas Cascas,
na AparEssência deste meu Viver:
Seiva Elaborada, correndo por dentro,
dando Vida e Força a todo meu Ser!
PerYaçu:
Educadora-Peregrina da Esperança
Bananeiras-PB: 03 de setembro de 2026
Vera Periassu (PerYaçu)
é Educadora Popular, professora aposentada da UFPB (Campus III). Escreve Poesias, Contos, Crônicas e também Cordel.
E-mail: veraperiassu@gmail.com
