
Abri as janelas antes do sol chegar
Só pra ouvir o silêncio que a casa faz
Eu já quis o mundo, quis pressa em chegar
Hoje eu quero o caminho e nada mais
A rede que balança no meu terraço
Sabe o peso exato de cada cansaço.
Sou o fio, a agulha e o pano
Nesse bordado que o tempo teceu
Não conto a vida por mês ou por ano
Mas pelos laços que a alma colheu
Se o vento soprou e a folha caiu
É que o novo horizonte enfim me sorriu.
Não tenho as respostas, nem quero ter
A beleza mora no não saber
Já fui tempestade, hoje sou o sereno
A paz é um gigante num gesto pequeno
Guardo o riso largo de quem já chorou
E aceito a mulher que a vida formou.
Apressar o passo pra quê?
Se o destino é o agora
A luz que eu precisava ver
Sempre morou do lado de fora…
E dentro de mim, enfim, faz agora.
Sou o fio, a agulha e o pano
Nesse bordado que o tempo teceu
Não conto a vida por mês ou por ano
Mas pelos laços que a alma colheu
Se o vento soprou e a folha caiu
É que o novo horizonte enfim me sorriu.
AnnaLuciaGadelha
analuciagadelha.pb@gmail.com
Ouça aqui 👇 o poema musicado por Inteligência Artificial.
“Vídeo de música MPB MADE IN SUNO, com letra composta por Anna Lucia Gadelha. Neste canal, as melodias, os arranjos e os vocais das canções criadas e compartilhadas são gerados com Inteligência artificial. Já as letras são feitas por pessoas reais, letristas e poetas talentosos” (Canal Música Inteligente IA / Youtube).

“Se o vento soprou e a folha caiu, é que o novo horizonte enfim me sorriu”. Que beleza de poema falando sobre o tempo e a vida de uma forma surpreendente! Cada verso um ensinamento para corações atentos e sensíveis. Sempre se superando! Parabéns!!!
“Já fui tempestade, hoje sou o sereno, a paz é um gigante num gesto pequeno” O autodescobrimento nos auxilia na conquista da paz interior. Lindo trabalho! Receba meus cumprimentos, Anna.
Lindos versos. Procurar no ontem, para que? Querer saber do amanhã se não temos certeza de nada? A vida é agora, o que construímos, aonde estamos transbordando e bordando versos e assim vamos vivendo poetizando, cantando, dançando, sorrindo, de vez em quando baixando a guarda para variar. Parabéns amiga. Abraços
Que composição poética e profunda! A metáfora da ‘Mulher-Borboleta’ tocando no processo de renascimento e libertação é emocionante. Uma verdadeira inspiração sobre seguir em frente e transformar o que nos prendia em harmonia. Parabéns pelo trabalho Anna Lúcia Gadelha ! 👏👏👏✅❤️❤️