
O Sol, gigante, começa o seu lento partir,
Pinta o céu de laranja, num tom a definir.
Na Praia do Jacaré, o silêncio é um convite,
Para um espetáculo que não tem limite.
A luz se espalha, dourada e serena,
No céu de João Pessoa, uma aquarela plena.
E lá no horizonte, o astro rei se prepara,
Para uma dança final que tudo repara.
O Bolero de Ravel começa a tocar,
Na cadência hipnótica, a embalar o mar.
O sol segue o ritmo, descendo devagar,
Num crescendo de luz, a nos extasiar.
O clarinete agora é trompete e trombone,
A orquestra completa, em nome desse tom.
O sol atinge a linha, o céu é puro fogo,
O Bolero e o Sol, num eterno jogo.
E quando o último acorde, forte e intenso,
Se funde ao último raio de luz, imenso…
O sol se entrega ao mar, num mergulho final,
E João Pessoa, sob o luar, vive o seu ideal!
O Bolero se cala, o sol desaparece,
Mas a magia desse instante, jamais se esquece.
O pôr do sol em Jampa, ao som de Ravel,
É a arte perfeita, num quadro de mel.
AnnaLuciaGadelha
E-mail: analuciagadelha.pb@gmail.com
