
O Sol, gigante, começa o seu lento partir,
Pinta o céu de laranja, num tom a definir.
Na Praia do Jacaré, o silêncio é um convite,
Para um espetáculo que não tem limite.
A luz se espalha, dourada e serena,
No céu de João Pessoa, uma aquarela plena.
E lá no horizonte, o astro rei se prepara,
Para uma dança final que tudo repara.
O Bolero de Ravel começa a tocar,
Na cadência hipnótica, a embalar o mar.
O sol segue o ritmo, descendo devagar,
Num crescendo de luz, a nos extasiar.
O clarinete agora é trompete e trombone,
A orquestra completa, em nome desse tom.
O sol atinge a linha, o céu é puro fogo,
O Bolero e o Sol, num eterno jogo.
E quando o último acorde, forte e intenso,
Se funde ao último raio de luz, imenso…
O sol se entrega ao mar, num mergulho final,
E João Pessoa, sob o luar, vive o seu ideal!
O Bolero se cala, o sol desaparece,
Mas a magia desse instante, jamais se esquece.
O pôr do sol em Jampa, ao som de Ravel,
É a arte perfeita, num quadro de mel.
AnnaLuciaGadelha
E-mail: analuciagadelha.pb@gmail.com

Não conheço o pôr do Sol na Praia do Jacaré, mas se esse lindo espetáculo dourado é um cartão postal da região, e porque não dizer do Brasil, depois dos seus belos e inspirados versos, poetisa Anna Lucia, esse pôr do Sol virou um poema imortal. Parabéns!
ALdrin, que comentário maravilhoso! Você tem o dom de transformar qualquer elogio em poesia também. Fico imensamente feliz que os versos tenham tocado você dessa forma. Um abraço bem carinhoso
Que lindo poema! É verdade que virou um poema imortal, que beleza rara! Eu felizmente tive a oportunidade de ser contemplada com este belíssimo pôr do sol na Praia do Jacaré, é isso mesmo como transmitido no poema, é uma obra de arte divinal, a natureza em um dos seus mais nobres espetáculos, um esplendor, uma dádiva…