O que o documentário Naza – dirigido por Yuval Abraham e Rachel Szor – nos ensina sobre a amoralidade que brotou das urnas brasileiras. Naza significa danos colaterais, deriva de Nezek Agavi (נזק אגבי), termo usado no exército israelense para identificar o número de civis que vão morrer num ataque planejado.
Lula x Flavio Bolsonaro
Os mortos, Moas, Marielles, Mariguellas, Herzogs, Lamarcas acordaram os ossos escondidos nas covas rasas de 1964 e gritaram em sinal de alerta. Uma chance, uma pálida esperança e um canalha soluçando na Papuda e nós nos distraímos. Agora é véspera do segundo turno, de novo, e nós podemos evitar tudo isso. Nós ainda podemos evitar tudo isso. Nós podemos… não podemos?
Não é apenas por Flávio, é sobretudo pelo que não é. Quanto pode valer um nada na cadeira presidencial? A candidatura-tampão do bolsonarismo nasceu com a marca de ter um preço.
Na luta contra a retrocidade civilizatória, o Brasil, nos governos progressistas, tem sido uma ilha de resistência, sobrevivendo às tentativas de insurreição nos governos Collor e Bolsonaro, para nos fixarmos apenas no período da redemocratização.
Bora Lula, Bora Brasil! Ajudar o Lula a vencer é uma tarefa de todos que defendem o Brasil, que defendem a democracia e a justiça social. E todo mundo é bem-vindo nessa missão!
“Há situações em que, para permanecermos humanos, temos de abandonar as hesitações e tomar posição. Há conflitos nos quais não é justo permanecer neutros nem é suficiente pensar ‘não ser cúmplice’” (Encíclica Magnifica Humanitas, 216).
No segundo turno, as ruas deram nova vida a uma campanha antes cinzenta. Tudo muda, agora. Se vencermos, Lula precisará apoiar-se nas maiorias, e fazer as mudanças de rumo necessárias. No pior caso, haverá oposição ferrenha a Flávio.
Ao ocupar as ruas, a juventude contesta a ideia de que uma vitória bolsonarista seja inevitável. O medo não desaparece, mas passa a encontrar uma resposta coletiva.
A partir de histórias familiares, experiências no serviço público e uma fábula sobre a extrema direita, o autor defende um voto baseado na razão, na análise das propostas e na proteção dos direitos sociais.









