Não sou cientista política, especialidade das ciências humanas que reputo das mais complexas, mas quero dar meu pitaco sobre este turbilhão que atravessamos desde o dia 4 de outubro.
neoliberalismo
Ao transformar a insegurança econômica em ressentimento contra grupos vulneráveis, o fascismo desvia a atenção da concentração de riqueza e das contradições do capitalismo, tornando insuficiente qualquer combate que não enfrente suas bases materiais.
A subordinação das forças militares e de segurança latino-americanas aos EUA constitui, desde os anos 1930, peça central de uma estratégia imperial que converte cooperação em alinhamento ideológico ao neoliberalismo.
A escravidão, o racismo, a concentração da propriedade e da riqueza e os mecanismos de controle das populações pobres e racializadas formaram estruturas que não desapareceram com a abolição formal da escravidão.
Caçada do secretário de Estado dos EUA à “esquerda global” visa organizações e indivíduos que nunca praticaram violência. Sua base é o mesmo “princípio” jurídico em vigor sob o nazismo: não se condena alguém por um possível delito, mas por ser o que é.
Sob a máscara do ativismo ambiental e da ajuda humanitária, a máquina imperialista infiltra-se para saquear recursos e consolidar a ideologia do livre mercado.
A cooptação das lutas feministas e antirracistas pelo mercado revela a astúcia do sistema: a diversidade no topo não pode servir de máscara para a manutenção das desigualdades materiais na base.
Psicanalista Lucas Lujan, autor de “Amar para não ser em vão”, analisa como a lógica da superprodutividade invade as relações pessoais, enquanto o amor ocorre nas falhas.
Expoente da Escola de Chicago, economista norte-americano foi um dos principais formuladores do pensamento neoliberal, que trouxe consequências nefastas para a classe trabalhadora.









