Em uma sociedade que tem como base a valorização da vida, a política dos Comuns deve englobar pessoas e meio ambiente. Esse horizonte só é possível com senso de responsabilidade coletiva.
Meio ambiente
Enquanto as oscilações do El Niño são temporárias, a destruição contínua gerada pelo agronegócio impõe um colapso hídrico e climático de longa duração.
Incertezas sobre o Estreito de Ormuz elevam preço dos fertilizantes e evocam fantasma da escassez. Mais terras são desviadas para produção de combustíveis. Sistema alimentar hegemônico, que despreza a agroecologia e idolatra a “lei dos mercados”, expõe sua fragilidade dramática.
A onda de calor na Europa expõe a falácia da pegada de carbono individual. Cem empresas geram 80% das emissões, enquanto o cidadão comum paga o preço.
A terra deixa de ser percebida prioritariamente como suporte da convivência coletiva e passa a operar cada vez mais como um ativo destinado à diferenciação patrimonial e ao consumo de exclusividade.
Por décadas, o pensamento econômico sustentou: “estabilidade fiscal” e “respeito ao ambiente de negócios” garantiriam vida digna para todos. Então, explodiram a desigualdade e a devastação. É hora de buscar outros caminhos. Eles existem.
A conjuntura internacional, latino-americana e brasileira segue revelando-se profundamente trágica, tanto para os nossos biomas quanto para os humanos e demais viventes.
A Terrabrás pode representar um símbolo para uma nova etapa do desenvolvimento brasileiro, a exemplo da criação da CSN e, mais tarde, da CVRD, Petrobras e outras estatais.
A transição energética não pode ser compreendida apenas como uma mudança tecnológica. Trata-se de um processo histórico que redefine as bases materiais da economia contemporânea e reorganiza as relações de poder em escala global.









