Rola a bola na copa da África

Nesses primeiros dias de bola rolando na Copa da África do Sul, uma questão me vem a cabeça: como a toda poderosa FIFA consegue organizar um mundial com 32 seleções? Tudo bem que o torneio está apenas no início, mas o nível técnico apresentado por algumas seleções está muito abaixo do esperado para uma equipe num campeonato tão expressivo.

É evidente que os Srs da entidade máxima do futebol mundial, não estão nem aí para o esporte, para a África, para os jogadores ou qualquer outra coisa. Que o objetivo único é o lucro e dinheiro, além dessa questão ser meramente política. E que não irá mudar para os próximos mundiais. Mas é lamentável assistir um time como a Grécia, que estreou perdendo de 2 a 0 para a Coréia do Sul.

É mais que natural nos dias atuais, de mundo e futebol globalizados, escutarmos jornalistas e torcedores dizerem que os campeonatos nacionais europeus apresentam o melhor futebol

do planeta. Pobres dos que pensam assim. Pelo que apresentam quando fazem a sua seleção para a Copa, vemos mais do que nunca que a qualidade do futebol dos nossos colonizadores está meramente nos estrangeiros. O que seria deles se não fosse os jogadores latinos e africanos para enriquecerem os seus milionários campeonatos?

Ressurreição de um ídolo

O melhor jogo do mundial sem dúvida alguma até agora, foi a vitória da Argentina de 1 a 0 sobre a Nigéria. Maradona como sempre foi o centro das atenções. Mesmo estando à beira do gramado de terno e gravata, ele ainda reina soberano. Para Maradona desfilar nu em Buenos Aires, promessa feita por ele caso eles vençam a Copa, ainda falta muito. Entretanto, foi dado o primeiro passo. Com ou sem título é muito bom ver Maradona recuperado, motivado e esperançoso.

O time mostrou uma organização não vista nas eliminatórias. A defesa continua com deficiências. Principalmente Jonás Gutierrez, um jogador muito lento e pesado, que teve muito trabalho com os rápidos atacantes nigerianos.

No meio campo e ataque, Don Diego dispõe de grandes jogadores. Milito tem mais recursos e deveria ser titular no lugar de Higuaín. Tevez, sempre lutador, não esteve tão bem. Mas é sempre perigoso. Já Lionel Messi, apesar das pressões e de não ter feito gol, e ter desperdiçado boas oportunidades, mostrou ser sim um grande craque. Deu belos passes, chutou bolas difíceis que o goleiro nigeriano defendeu brilhantemente. Se a Argentina vai

sair da África com título, não podemos dizer. Mas que eles têm um time respeitável, isso têm. A meu ver eles juntamente com a Holanda e Espanha, têm condições de apresentar o melhor futebol do mundial. Se um deles levantará a taça teremos que esperar pra ver.

Ex jogadores

Nunca me posicionei sobre a questão da não obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercer a profissão. Mas com a grande quantidade de ex-jogadores nas Tvs brasileiras comentando os jogos da Copa, é impossível não refletir à respeito. À exceção de Tostão, que é craque em qualquer lugar, os comentários são de baixo nível. Mesmo que alguns tenham sido craques dentro de campo, com as palavras não dá.

(*) Texto escrito antes da vitória de hoje (17/06) da Argentina por 4 a 1 na Coreia do Sul.

6 comentários sobre “Rola a bola na copa da África”

  1. Falando em ex-jogadores o NETO na Bandeirantes é um lixo de comentaristas, não consegue descrever nada do que vê em campo.
    Quando contrariado costuma dar patadas inclusive nos companheiros comentaristas, não jogava muito e não comenta nada.
    Diz palavrões sem parar, é ridículo.
    Falcão, Júnior, Casagrande e Caio na detestável Rede Globo são bons comentaristas e imparciais.

  2. So na Argentina um drogado como Maradona eh idolo, ainda acho ele um pessimo treinador, com o time da Argentina ate o Parreira em fim de carreira iria bem na copa.
    Respeito sua opiniao mas nunca que Milito tem mais recursos que Higuain e na minha opiniao o titular ao lado de Tevez tinha que ser Aguero.
    Acho o esquema de 32 selecoes muito bom porque da chances a pequena selecoes de surpreender, eu sei como vcs adoram criticar muitas coisas, mas acho q foi infeliz nesse ponto.

  3. Pingback: Tweets that mention http://fazendomedia.org/?p=4102utm_sourcepingback -- Topsy.com

  4. Não sei se o Alexandre Braz é jornalista “por formação”, como os defensores do diploma custumam se referir a si mesmos ou não… Mas é fato que habilidade com as palavras falta tanto entre os jornalistas quanto entre os ex-jogadores. Confio mais na palavra de alguém que sabe chutar uma bola do que na de um jornalista criado em apartamento formado pela PUC-RJ, à base de “leite, pera e ovomaltine” nos fins de semana… Fiz 1 ano de jornalismo (numa universidade pública, na qual passei em 1º lugar) e o que menos havia lá eram craques! Faço sociologia na Unicamp agora e dá-lhe falta de capacidade também. Os melhores alunos são na média os melhores jogadores de bola… Gente que (como eu) saiu de escola pública da periferia e preferiu se esforçar do que chorar diploma de comunicação social capenga.

  5. O badalado futebol europeu sem os jogadores do resto do mundo é uma desgraça. Na Itália virou caso de polícia, ou melhor , de govêrno. A Inter.. ficou campeã não sei do quê, e o único jogador italiano do time entrou no jogo aos 30 minutos do 2º tempo. Maravilhoso futebol europeu. A alemanha da dona Merkel está exigindo teste de QI para aceitar novos imigrantes, e os melhores craques do time alemão são descendentes do mundo inteiro , ou naturalizados. Viva o grande futebol ” alemão” . O mundo virou uma grande palhaçada, que o futebol é circo a gente sabe, mas precisava exagerar..

Deixe uma resposta