
Serra da Cantareira preserva uma das maiores áreas de Mata Atlântica em meio à maior cidade do hemisfério sul e abriga biodiversidade rara próxima ao ambiente urbano.
Por: Penelope Nogueira | Revista Forum | Publicado: 07/08/2026 – às 15h58 / Atualizado: 07/08/2026 – às 14h28
Em meio aos prédios, avenidas e milhões de habitantes, São Paulo guarda um dos maiores tesouros ambientais do Brasil. Poucos paulistanos sabem, mas a maior floresta urbana nativa do mundo está localizada a cerca de 10 quilômetros da Praça da Sé, no centro histórico da capital. Trata-se do Parque Estadual da Cantareira, na zona norte da cidade, uma imensa área de Mata Atlântica preservada em plena Região Metropolitana.
Leia também: Serra da Cantareira: o que fazer e como visitar
A recuperação da mata permitiu também o retorno de diversas espécies da fauna brasileira. O parque abriga animais como macaco-bugio, veado-mateiro, bicho-preguiça, gato-do-mato e jaguatirica, incluindo espécies ameaçadas de extinção. A região também já registrou a presença da suçuarana, conhecida como onça-parda ou puma.
Nas trilhas, os visitantes encontram espécies típicas da Mata Atlântica, como embaúba, pau-jacaré, imbuia, canela-preta, samambaia-açu e jacarandá-paulista. O contato com a natureza acontece em diferentes áreas do parque, dividido em três núcleos principais: Pedra Grande, Engordador e Águas Claras.
O Núcleo Pedra Grande é o mais procurado e tem como principal atração um mirante localizado a mais de 1.000 metros de altitude, com uma vista panorâmica da cidade. O trajeto até o ponto de observação tem cerca de 4,5 quilômetros e exige disposição, mas em dias de boa visibilidade permite enxergar até trechos da Serra do Mar.
No Núcleo Engordador, os visitantes encontram trilhas para caminhada e mountain bike, além de cachoeiras e construções históricas, como a Casa da Bomba, de 1894. Já o Núcleo Águas Claras reúne trilhas próximas a riachos de águas cristalinas e uma área marcada pela presença de grandes samambaias-açu.
