Mais do mesmo

torcida_flamengo_ EFENação rubro-negra ainda espera um meia ofensivo

Fui assistir, no último dia trinta, ao jogo entre Flamengo e Atlético/MG no Maracanã. O Flamengo venceu por 3×1, mas não creio que tenha convencido ninguém. Vi mais uma vez um time desorganizado em campo, sem tática alguma, sem apresentar uma jogada ensaiada sequer. Já faz tempo que Fábio Luciano encerrou sua carreira e até hoje a diretoria não trouxe um zagueiro experiente para dar jeito na defesa rubro negra. Contratou apenas David, que no quesito experiência se equivale aos jovens já presentes no elenco.

No meio de campo…

Ah, o meio-campo! Um time grande, que escala quatro jogadores com características de marcação, não pode almejar grandes coisas num campeonato como o Brasileiro. Há muito tempo o Flamengo não possui um meia com habilidade, de toque refinado, que receba a bola, que tenha visão, que pense o jogo. Assim, fica complicado sonhar com título.

Já no ataque, confesso que fui contra a contratação de Adriano, principalmente depois de algumas ausências em treinos, além de achar o valor de seu salário exorbitante para a realidade não só do Fla, mas brasileira. Mas, com o decorrer dos jogos, mudei de opinião. Adriano deu outra dinâmica para o ataque rubro-negro, com muita força, raça e habilidade, já balançou a rede dos adversários oito vezes neste Brasileiro, algo inimaginável com os últimos atacantes que passaram pela Gávea.

O Imperador mostra a cada jogo que ainda é capaz de apresentar um futebol de alto nível, com belas jogadas e gols. Mantendo a regularidade e estando em forma é sério candidato a uma das vagas no ataque da Seleção Brasileira, que mesmo tendo hoje na figura de Luiz Fabiano o seu goleador máximo, não pode desprezar a força e o poderio ofensivo do Imperador.

Pelo que apresentou em campo no último dia trinta, o problema do Flamengo não era o técnico Cuca. Os culpados já começaram mais uma vez a sair de fininho – e com certeza com dinheiro na conta bancária, enquanto o Clube segue endividado ao extremo. Cuca não é tão bom, nem tão ruim: é igual à maioria dos treinadores do nosso futebol.

5 comentários sobre “Mais do mesmo”

  1. Grande Alexandre! Excelente crítica sobre o Flamengo. De fato, após a saída de Íbson, o time conta apenas com lampejos de bom futebol de Kleberson, o que é pouco para quem precisa de mais rendimento.
    Grande abraço!!!

  2. Bela crônica!!!Concordo em gênero, número e grau. Só discordo de uma coisa: o Cuca, para mim, é um dos melhores treinadores brasileiros.
    Escrevendo assim, cara, você me lembra bastante o Calazans. Abç

  3. Prezado Alexandre,concordo em genero,numero e grau com vc.Vc foi perfeito ao criticar a escalação do nosso meio campo, apenas com jogadores de contenção e nao de armação.Essa era uma das minhas maiores criticas…O problema do Cuca era que ele gostava de modificar os jogadores de sua realposição,escalando Leo Moura no meio (pura invenção),Ze Roberto no ataque,Willians mais adiantado,etc…Certa vez,li em algum jornal que ele estava treinado o Camacho,um camisa 10 de muito futuro,como volante.Achei o cúmulo…Com o Cuca,via o flamengo embolado pela direita com Everton Silva e Leo Moura,sem saber quem fazia o que exatamente…
    O Fla precisa de um camisa 10 mesmo,não é de hoje.O Petkovic,já é veterano apesar de ainda poder dar um caldo nesta posição.Mas,penso que ele nao suportaria os 90 min e tb nao manteria o nivel de atuações ao longo de uma rotina de jogos.O Fla nao usa o Ze Roberto nesta posição,que ate acho que ele renderia bem..Tem ainda o Camacho,que pra quem ve jogos dos times de base,sabe que ele é craque.Mas,eu ainda sonho com um D’alessandro,um Riquelme,um Aimar ou até mesmo um Romagnolli,que pode pintar no Flu.Se vc preferir,arrumo 2 soluções mais baratas para vestir a camisa 10 : Andrezinho,ex-fla e Thiago Humberto,do Barueri.
    Parabens pelo texto.
    Abraços.

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