Dobrando a curva do rio

Foto: Arquivo pessoal

Hoje a Rua do Campinho
Transbordando o seu vazio
Avista ao longe Zuleica
Dobrando a curva do rio.
“Não te aflijas, caminhante
Estarei mais adiante
Onde não podes me ver.
Estou no reino da paz
Onde o tempo se desfaz
Num eterno alvorecer”.

Martim Assueros
19/05/2026

2 comentários sobre “Dobrando a curva do rio”

  1. Poesia tem uma força poética muito bonita parece um diálogo entre o caminhante e uma presença espiritual, talvez Zuleica, que se revela como alguém que já habita o “reino da paz”. A Rua do Campinho, “transbordando o seu vazio”, cria uma atmosfera de solidão, mas logo é preenchida pela promessa de reencontro em um espaço além do tempo.Poema que você trouxe é carregado de simbolismo e espiritualidade.É uma pequena elegia que transforma a dor da separação em esperança de reencontro. Abraços

  2. Elegia breve e comovente. Ao dobrar a curva do rio Zuleica não pode ser mais vista por olhos tão da matéria, todavia, pode ser sentida com o coração. “Estou no reino da paz onde o tempo se desfaz” lindo verso que soa como balsamo para a alma aflita. A Rua do Campinho não será mais a mesma. Muita paz, poeta!

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