É solidão com saudade / E um quê de eternidade / Que não consigo alcançar. / Lembrança de minha mãe / É certo que me acompanhe / Enquanto o dia alvorar.
Cordel
Seu nome era Humberto, / chamado Betinho. / Beto, para os íntimos; / pra família, “Tinho”. Tão bem sucedido, / homem respeitável, / vida ilibada, / profissão louvável!
Felismina tinha um sonho /De um dia ser modelo, /Costumava se enfeitar /Com uma fita no cabelo, /Tinha um receio medonho /De que um dia o seu sonho /Se tornasse um pesadelo.
Esse é meu Pai, / Essa é minha Mãe. / O brinquedo é meu, / a Babá é minha. / Infante engatinha… / Desse Tio gosto; / dessa Tia não. / Essa Prima sim; / esse Primo não…
Na praia o deleite, o prenúncio de amar / Despertam volúpias, sacodem as bases, / Em curvas sedosas de ondas suaves / Compus um galope na beira do mar.
Imagine Tudo Isso, /Isso Tudo e muito mais: /com Dinheiro; sem Saúde, /e nenhum pouco de Paz. /Poderia responder /se essa Vida satisfaz?…
… E quem toca na rês com sua mão / Conta os ossos da vaca desnutrida… / “O tapete da morte esconde a vida / Quando a seca se alastra pelo chão”.
“N Coisas” acontecem /no Caminho do FAZER; /Grande ênfase é dada /na Caminhada do TER; /mas, /quando caminharemos /em busca do nosso SER?…
Esses dias, recebi de Alder Júlio Ferreira Calado o seu livro “Florilégio de estrofes da poesia sertaneja”, lançado em 2009 pela Edições Buscas.









