Disneylandia tricolor

oswaldoliveira
Ex-técnico do Flu denunciou a “disneylandia” do patrocinador.
O título deste artigo é uma frase dita pelo técnico Oswaldo de Oliveira, quando de sua saída do Fluminense, acusando o presidente da Unimed, Celso Barros, que patrocina o clube, de fazer do Tricolor o seu parquinho de diversões. Segundo o treinador, o patrocinador/dirigente queria se meter na escalação de sua equipe.
Anos depois, lutando para não voltar à segunda divisão devido a uma campanha ridícula para os padrões de um clube da grandeza do Tricolor, não é difícil constatar que há anos o amadorismo reina nas Laranjeiras. O mesmo vale para todos os grandes clubes cariocas, para não falar na maioria das equipes brasileiras. Planejamento sempre houve, só que de uma maneira muito mal feita, amadora e irresponsável.
Ao longo desse tempo, vimos milhões de reais investidos em jogadores em final de carreira, veteranos que já tinham dado o que tinham de dar, mas que mesmo assim o patrocinador os contratou. Casos de Romário, Rogério, Ramon, Edmundo, e até Gustavo Nery, mais recentemente. Também tivemos as idas e vindas de Roger, uma eterna promessa que, com um enorme potencial, sempre se preocupou mais com o seu lado estético que com o futebol.
Um clube que pensa em títulos, que pretende estar sempre no topo da tabela, não contrata Eduardo Ratinho, Everton Santos, Fabinho, Marquinho, Ruy, Diguinho, Wellington Monteiro, Cássio, Diogo, Gum, Adeílson, Fábio Neves…. Não fica dando espaço a Renato Gaúcho, que faz experiências no clube e depois sai, sem assumir a responsabilidade com os resultados e com o mau planejamento.
Prova disso foram as contratações de Ygor, ex Vasco, que Renato indicou para o Flu, além da volta de Radamés, praticamente um zero à esquerda no atual elenco tricolor. É preciso citar também as eternas queixas dos jogadores formados na base por conta de salários atrasados, enquanto os jogadores trazidos pela Unimed recebem em dia, o que divide o grupo. Contudo, o problema jamais recebeu a devida atenção para que fosse resolvido.
Em todos esses anos, passaram muitos atletas pelas Laranjeiras, se gastou muito dinheiro, e ganhou-se muito pouco. No início da temporada, a diretoria tricolor desmontou o time que foi vice na Copa Libertadores, perdendo Thiago Silva para o Milan. No lugar do zagueiro craque, os dirigentes contrataram três para a zaga: Edcarlos, Cássio e Gum, que não conseguiram suprir a ausência do antigo xerife. Além disso, o Flu perdeu o regular Júnior César para o São Paulo e, agora, está disputando o Brasileirão com dois jovens (João Paulo e Dieguinho), que podem ser queimados pela torcida.
Na atual temporada, contrataram para a segunda metade do ano o equatoriano Patricio Urrutia, o argentino Equi González, Adeílson e o lateral Paulo César, já conhecido da torcida e com boa passagem pelo clube no inicio desta década. Além deles, Roni, jogador de nível regular, mas que os torcedores tiveram de engolir como reforço. Estão todos na reserva, prova de que dinheiro foi gasto com atletas que não têm potencial de decidir jogos, principalmente quando a fase é péssima e se está lutando para não descer.
No fim, serão os verdadeiros tricolores que vão sofrer mais um duro golpe com a provável queda. E terão de estar fortes no ano que vem para ajudarem a refazer todo um caminho que o passado não foi capaz de ensinar aos irresponsáveis que insistem em brincar na Rua Álvaro Chaves.

4 comentários sobre “Disneylandia tricolor”

  1. Ano que vem é ano eleitoral no Flu. O que a torcida espera é que entre gente competente no comando, depois de desastradas e desastrosas diretorias, que passaram por lá em sequencia.
    Que o Tricolor deixe de ser apenas um clube histórico e volte a ganhar títulos.

  2. o texto sem dúvidas, muito bem descrito abordando assuntos que são verdades.No entantotemos que lembrar do atleta citado que vem dando certo que é o caso do zagueiro gum.Além de tudo quero lembrar dos atletas que sãoacelentes jogadore ons clubes que atuam e suiram,do meutricolor por umpreço de bananna so p citar alguns:Marcelo,tiago silva,diego souza os gemios da inglaterra e por ai vai as grandes promessas tricolores.

  3. Isso é uma verdade, mas a força da torcida tricolor é maior que tudo isso com toda a certeza e quem tem mesmo amor e orgulho de ser tricolor tem que lutar por dias melhores! Força Fluzão

  4. meu caro, concordo com quase tudo, contratações sem o menor critério, dinheiro gasto com transações no mínimo esranhas, pra não dizer criminosas, porém o clube estava falido, sem patrocinio, quando surgiu a parceria com a unimed em 99, possibilitando o retorno do clube a 1° divisão e também possibilitando a montagem de grandes elencos, posso citar a campanha da joão havelange em 2000,2002 fomos semifinalistas do brasileiro, campeonato mais dificil do mundo, em 2005 ganhamos o estadual, fomos vice na copa do brasil, em 2007 conquistamos a copa do brasil, o q nos possibilitou ir a libertadores e fazer a campanha maravilhosa, eliminando os maiores clubes do continente, fizemos pessima campanha nos ultimos 2 anos no brasileiro, porém sem os investimentos do celso barros e sua empresa a unimed onde estaria hj o flu? maior patrocinio de um clube brasileiro, são 16 mi por ano + 2 mi de salario mensal, ou seja, 40 milhões por ano , xerem que é orgulho do fluminense foi financiado c dinheiro do patrocinador, alguma dividas saldadas…vamos refletir melhor sobre o patrocinio, a unimed investe, a diretoria contrata mal

Deixe uma resposta