Deputado quer explicações de Cabral sobre contratos do governo

GUSTAVO ALVES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA de S. PAULO, NO RIO

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) anunciou nesta terça-feira que ele e um grupo de quatro deputados pretendem fazer na semana que vem um requerimento pedindo explicações ao governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), sobre suas relações com empresas que têm contratos com a administração estadual.

O motivo é a viagem que Cabral fez na sexta-feira para o sul da Bahia para comemorar o aniversário do empresário Fernando Cavendish, dono da construtora Delta, que tem quase R$ 1 bilhão de contratos exclusivos com o governo do Estado.

A quantia não inclui os contratos que a Delta conseguiu integrando consórcios, como o da reforma do Maracanã.

O governo do Estado informou que Cabral, que está de licença até o dia 26, viajou no avião do empresário Eike Batista. A viagem foi revelada porque na sexta-feira um acidente de helicóptero causou a morte de sete pessoas que integravam a comitiva do governador, incluindo a namorada do filho de Cabral, Mariana Noleto, 20.

A licença do governador se deve ao acidente.

Freixo disse que os deputados vão esperar até a semana que vem para entrar com o requerimento, em solidariedade às pessoas envolvidas no acidente.

Ele afirmou ainda que está aberto a novas adesões e destacou que o requerimento conjunto busca evitar acusações de que alguns dos deputados da oposição estejam querendo se aproveitar da tragédia.

ACIDENTE

De acordo com a a Aeronáutica, o helicóptero –modelo Esquilo, prefixo PR-OMO– levantou voo do aeroporto de Porto Seguro (687 km de Salvador) por volta das 18h40 de sexta-feira, rumo a um resort no distrito de Trancoso.

O voo até o Jacumã Ocean Resort deveria levar dez minutos, mas o helicóptero não chegou ao destino. A última visualização por radar da aeronave ocorreu às 18h57, quando ela estava distante 23 km do aeroporto, em direção ao mar. Segundo a Capitania dos Portos, havia chuva e neblina do momento do voo.

De acordo com registros da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a licença do piloto Marcelo Almeida estava vencida desde julho de 2005.

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