Não é Invencionice (2)

No mais, parem com essa mania de querer chamar a ditadura para matar os esquerdistas. A gente não vai acabar. E se vocês ainda assim, acham que dançando, batendo panela, pedindo Aécio, Bolsonaro, Ditadura Militar ou batendo palma para o Moro as coisas realmente vão mudar, me deixem. Não me aborreçam. E depois não venham me dizer que tudo isso é invencionice, porque não é.

A falta de pudor dos que têm sede de poder

E tudo dentro do contexto de um Brasil dividido, aonde o grande problema agora vai muito além das disputas políticas e ideológicas: coloca-se mais uma vez a democracia e a liberdade de imprensa em risco.
E fica o sentimento de que enquanto não debatermos com coragem e peito aberto mudanças estruturais reais a história irá se repetir. E como sempre, tendo como protagonista a vilania e a falta de pudor dos que têm sede de poder.

Ditadura às Avessas (2)

Amadureçam senhores, defender a democracia e o estado de direito não é defender partidos ou políticos. O que está em jogo é muito mais valioso do que se pensa. O Brasil precisa superar o espectro golpista de 54 e 64, que teima em não nos libertar desta democracia líquida.

Ditadura às Avessas

E se a expressão “tem coisas que só acontecem no Brasil” é válida ou não, eu não sei, mas há quem diga que estamos vivendo tempos de uma ditadura bolivariana petista, onde até semana passada, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardoso, assistia a tudo isso incólume e inerte.

O Governo e a Síndrome de Estocolmo

Engessado pelos demais poderes, sofrendo com as incoerências judiciais e com a pressão midiática, o governo limitava-se até então a sustentar aquilo que foi conquistado ao longo desses últimos anos. Os poucos suspiros do moribundo eram capazes de alimentar os ânimos, conduzindo, mesmo que de forma breve, a crer no “agora vai!”. Mas, como um doente em estado terminal, os poucos momentos de salubridade são esmagados por uma onda fúnebre que ao que tudo indica, não vai parar.

O que se constrói na pureza de uma pelada

A disputa iniciava-se antes do jogo. A ânsia de ganhar na adedanha era sinal de que os antagônicos da disputa iriam batalhar a composição da equipe nome por nome. Toninho, para variar, ganhava o primeiro duelo: já notara por muito tempo que Rafael, o adversário, sempre colocava os cinco dedos da mão esquerda na disputa numérica.