No mais, parem com essa mania de querer chamar a ditadura para matar os esquerdistas. A gente não vai acabar. E se vocês ainda assim, acham que dançando, batendo panela, pedindo Aécio, Bolsonaro, Ditadura Militar ou batendo palma para o Moro as coisas realmente vão mudar, me deixem. Não me aborreçam. E depois não venham me dizer que tudo isso é invencionice, porque não é.
Paulo Branco
É piada? Não. É o Brasil, que dizem ser o Brasil da mudança e da moralização.
E tudo dentro do contexto de um Brasil dividido, aonde o grande problema agora vai muito além das disputas políticas e ideológicas: coloca-se mais uma vez a democracia e a liberdade de imprensa em risco.
E fica o sentimento de que enquanto não debatermos com coragem e peito aberto mudanças estruturais reais a história irá se repetir. E como sempre, tendo como protagonista a vilania e a falta de pudor dos que têm sede de poder.
Amadureçam senhores, defender a democracia e o estado de direito não é defender partidos ou políticos. O que está em jogo é muito mais valioso do que se pensa. O Brasil precisa superar o espectro golpista de 54 e 64, que teima em não nos libertar desta democracia líquida.
E se a expressão “tem coisas que só acontecem no Brasil” é válida ou não, eu não sei, mas há quem diga que estamos vivendo tempos de uma ditadura bolivariana petista, onde até semana passada, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardoso, assistia a tudo isso incólume e inerte.
Engessado pelos demais poderes, sofrendo com as incoerências judiciais e com a pressão midiática, o governo limitava-se até então a sustentar aquilo que foi conquistado ao longo desses últimos anos. Os poucos suspiros do moribundo eram capazes de alimentar os ânimos, conduzindo, mesmo que de forma breve, a crer no “agora vai!”. Mas, como um doente em estado terminal, os poucos momentos de salubridade são esmagados por uma onda fúnebre que ao que tudo indica, não vai parar.
Não é uma luta de boxe, mas todo o espetáculo da Lava Jato, que vem ocorrendo coincidentemente com datas próximas aos julgamentos de impugnação da chapa Dilma-Temer, me faz lembrar um clássico duelo de boxe que teve aqui no Rio de Janeiro.
A disputa iniciava-se antes do jogo. A ânsia de ganhar na adedanha era sinal de que os antagônicos da disputa iriam batalhar a composição da equipe nome por nome. Toninho, para variar, ganhava o primeiro duelo: já notara por muito tempo que Rafael, o adversário, sempre colocava os cinco dedos da mão esquerda na disputa numérica.
Acho péssima a ideia de se discutir política invadindo a privacidade de um homem público. Quando a discussão sai do campo da ideologia política, projetos, feitos e entra na vida pessoal, quem perde é o povo
