Se a vida vai melhorar eu não sei, mas que a visão vai mudar eu tenho certeza. No mínimo vocês ficarão na dúvida de muita coisa. E a dúvida é o melhor caminho para reconstrução.
Paulo Branco
A quinta é o “Tchau” solitário de Dilma. Ela se despede antes do tempo, numa atitude que remete a ansiedade e falta de habilidade típica das primeiras ligações em um namoro juvenil. Aquele “tchau” solitário foi demais.
E ontem, eles estavam lá, todos juntos, no FlaxFlu da modernidade, em pleno Pacaembu.
E por mais que esteja sendo difícil, precisamos nos apoiar com injeções de ânimo e, como sabiamente disse um amigo, não nos deixar cair na apatia de 1964. É bom lembrarmos cada episódio daquele ano, mas jamais repetir seu roteiro. A orientação é inclusive de cunho psicológico, que ao perceber o teor dos ataques recebidos e o nível das barreiras, podemos ser conduzidos ao esmorecimento.
Nada do que eu falei, sobre os sonhos e o ato de hoje, tem a ver com partido A ou B, candidatos ou salvadores da pátria. Tem a ver única e exclusivamente com a democracia e o Estado democrático de Direito. Pensem nisso. Ainda não temos uma democracia ampla, sem erros. Mas não podemos deixar escapar o pouco que conquistamos e andar para trás. Pensem nisso.
Mais do que nunca, hoje eu percebo que o grande trunfo para uma vida leve e sóbria é a coerência. A cada situação do cotidiano, paro e reflito se a minha ação é coerente com…
Ou enfrentamos essa onda antidemocrática ou, mais uma vez, caímos no golpismo dos conservadores de sempre, que defendem os interesses dos graúdos. É lutar e mudar os rumos da história ou continuar em movimentos cíclicos que não nos libertam do espectro de República das Bananas.
Até então, havia poupado a família exposta no domingo. Mas além de banqueiro, diretor do Flamengo (o Flamengo de hoje, das elites e não o Flamengo do povo), o sujeito conclui seu texto/justificativa com um “si pasaran” (inversão do lema antifascismo usado na Itália). E se é coincidência ou não, todo contexto é extremamente execrável e me leva a crer que essa gente finge não enxergar o óbvio.
E se antes tínhamos o nefasto movimento integralista e sua saudação “anue”, hoje nós temos os meninos Power Rangers, liderados por Kim Kataguri.
