Quanto mais “nãos” dizemos, mais simples fica.
Gustavo Barreto
Debater o Bolsa Família, a necessidade de melhorá-lo, aperfeiçoá-lo e até mesmo extingui-lo é importante para definir o futuro do Brasil. Mas para que essa discussão seja significativa, é preciso antes desarmar a bomba de desinformação e preconceito que rodeia o programa.
O acirramento da “corrida” eleitoral não faz, evidentemente, bem à democracia. O país não é um grande “Fla-Flu” e os egos políticos muitas vezes se sobrepuseram às ideias.
Anular, votar em branco ou simplesmente não participar de uma eleição invalida a sua participação neste pleito. Os votos dos que participaram são os que, constitucionalmente, contam. Estes são os chamados votos válidos.
Se a parte da direita efetivamente se informasse sobre a legislação eleitoral cubana, iria aplaudi-la de pé. É objetivamente, pelo menos em muitos dos princípios, o que muita gente quer.
Como foi possível que, mesmo em meio aos horrores do nazismo e de outros totalitarismos, ainda existam pessoas que efetivamente acreditavam que era possível algo como uma “raça ariana”? Como é possível que um povo passe de vítima a algoz?
A reportagem, imperdível, é da TV Folha.
Foi aqui pertinho de casa, no dia 7 de outubro: cinco meninos e meninas corriam, como que fugindo. Dali a pouco dois ou três homens o perseguem. O que levavam as crianças? Brinquedos.
Os motivos pelos quais as pessoas estão declarando votos em Aécio Neves são estúpidos demais. Digo isso com todo o respeito aos liberais.


