Segue abaixo panfleto que será distribuído amanhã, a partir das 11h, na Praça Mahatma Gandhi, no centro do Rio. O PSOL vai aproveitar a data – 140 anos do nascimento de Gandhi – para homenageá-lo. E, além disso, saúda as Olimpíadas no Rio e inicia a campanha de fiscalização do gasto público. Seria bom que os demais partidos políticos também se comprometessem, desde já, com essa tarefa.
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“Acredito ser possível introduzir a verdade e a honestidade na vida política do país”
(Mahatma Gandhi, 1869-2009 – 2 de outubro: 140 anos de nascimento)
Olimpo, na Grécia Antiga, era a morada dos deuses. Olímpico, no sentido figurado, quer dizer majestoso, sublime. Os Jogos Olímpicos modernos existem desde 1896. Foram inspirados por um educador francês, o Barão de Coubertin, conhecido pela frase pouco praticada: “o importante não é ganhar, mas competir”. Os esportes, que alguns afirmam ser a forma suave de canalizar a tendência à guerra, vinculam-se a saúde, disputa saudável, torcida, superação.
Hoje, eles estão dominados pelo “business”, pelos investimentos capitalistas para gerar lucros. Os espetaculares Jogos Olímpicos, que todas as grandes cidades do mundo pleiteiam abrigar, são um grande negócio multinacional.
Mas, apesar disso, não perderam sua dimensão de confraternização de povos e desafio à superação de limites.
Torcemos para o Rio conquistar o direito de sediar as Olimpíadas de 2016, inédito na América do Sul. E vamos fiscalizar para que qualquer centavo de recurso público empregado na preparação da cidade, com esses sete anos de antecedência, obedeça a dois princípios “gandhianos”: a absoluta transparência e o pleno sentido social da aplicação.
Tudo o que faltou no caso dos Jogos Panamericanos, que sediamos em 2007. O orçamento inicial estourou em quase dez vezes! E o propalado “legado social”, onde está? Os transportes públicos, como metrô e barcas, não melhoraram: nem novas linhas, nem Veículo Leve Sobre Trilhos. Educação e saúde continuam mal, e a segurança pública precária. As duas últimas foram objeto de uma cínica ‘operação de excelência’, apenas nos quinze dias em que o evento ocorreu.
Por absurdo, o remodelado Parque Aquático Júlio Delamare, no complexo do Maracanã, e que atende a quase mil pessoas diariamente, vai ser destruído para, por exigência da Copa do Mundo de Futebol, em 2014, virar estacionamento… Planejamento, previsão, zelo com gasto público estacionado!
É por isso que nós, do PSOL, acreditando representar parcela significativa da população carioca e brasileira, afirmamos: que venham as Olimpíadas, mas com controle social e projetos que, duradouros, beneficiem de fato a população toda, para além dos Jogos. E para sempre.

Triste que o PSOL, o partido que poderia construir uma crítica consistente, apoie essa candidatura. Ninguém contesta um processo pouco democrático.
não vejo vantagens nessas olimpíadas no Rio de Janeiro. não tenho dúvidas de que será o mesmo fiasco que foi o pan. ou alguém achou vantagem para a cidade sediar uma competição como aquela e que no final deixou alguns elefantes brancos para a administração municipal?
tentem me convencer, mas será difícil…
bem…terei que engolir a olimpíada no Rio de janeiro. será diferente do pan…terão mais gastos, mais rombos e menos educação e saúde para aqueles que nao lucram com esses jogos…quem viver verá…
A única vantagem desta indicação para as Olimpadas é conseguirmos varrer os tucanos do mapa político do Brasil. Este pessoal deve estar com uma inveja! Agora do dinheiro correr para o ralo, aí vamos cair matando, vamos dar os nomes aos bois e se possível (se possível) metê-los nos currais.
Nao sei de muita coisa, mas sei que estas olimpíadas servirão como luva para Sérgio Cabral e sua corja para legitimar ainda mais sua política de limpeza social que vem empreendendo desde o início de seu mandato. Agora tudo será pelas Olimpíadas. Muitos chegarão aqui e ver o Rio pela favela será proibido. Mas heróis como o Major Sniper Assassino virão, podem ter certeza. E com a população de classe média aplaudindo. Ao menos Cesar Maia batia em pobre de cassetete…
Também vejo a copa e a olimpíada no Brasil de forma crítica e concordo com os comentários acima, inclusive que dará bastante combustível para o PT em 2010.
Porém, num contexto mais amplo, em termos de A.L. e hemisfério sul e com as vitórias da esquerda por aqui, esta evidência maior também poderá dar mais impulso às nossas lutas por justiça social e anti-capitalista.
Infelizmente não consigo acreditar que as olimpíadas trarão o impulso às lutas sociais e muito menos anti-capitalista, como assim eu gostaria. Acho até que tal evento poderá abafar as lutas, assim como os possíveis acordos de interresse dos Estaos Unidos e de outras potências.
A criação de empregos diretos e indiretos neste momento será uma das únicas coisas que considero importante!!
Cara lívia,
Considero que além do respeito e reconhecimento do resto do mundo pelas conquidtas do Brasil [mesmo que a duras penas pela classe trabalhadora], graças aos avanços dos governos de esquerda em todos os níveis no país. Isto reforça nossa luta e também de nossos vizinhos da AL, como de resto, de todo o saqueado hemisfério sul.
Além do mais, o império capitalista que nos explora nao quer [principalmente neste momento] que os holofotes midiáticos estejam voltados para a AL, onde há uma efervencencia de governos de esquerda que aspiram a sua verdadeira soberania.
E o caminho para a conquista da soberania é, sem dúvida, o movimento revolucionário anti-capitalista que ocorre aqui. Com vistas á construçao de um socialismo com nossa cara, democrático e participativo, mostrando que aprendemos as duras liçoes do Stalinismo soviético, que deformou totalmente a linda proposta socialista marxista-leninista.
Claro que haverá muitas manipulaçoes midiáticas visando dispersar as lutas sociais e focar a atençao apenas na magia esportiva que já é largamente usada para paralisar os trabalhadores no seu impulso revolucionário.
Mas acredito que o processo de mudanças anti-capitalista iniciado na AL resistirá, se fortalecerá e além disso, será exportado para o resto do mundo. Pois o mundo precisa desta mudança para resistir às crises financeira e ambiental.
Nao devemos temer este novo desafio, mas usá-lo a nosso favor, em favor do povo trabalhador brasileiro e mundial.
grande abraço