Sobre mídia e política

Resumo da semana: Águas de Niterói, a concessionária que corta a água de pessoas com doenças graves, inovou: trouxe para o Brasil a primeira tsunami de cocô do mundo; Aécio Neves pego em blitz. Mas e seu carro registrado em nome de uma rádio, que também está em seu nome, o que é proibido pela Constituição? E mais: William Waack e o Congresso do Partido Comunista de Cuba; a nova propaganda do PSDB e a nova novela do SBT “Amor e Revolução”…

Sobre o ex-vice presidente José de Alencar

Morreu aos 79 anos o ex-vice-presidente, o homem que venceu o câncer de goleada: 17×1. O mineiro mostrou ao mundo que o ser humano ainda não foi, e talvez nunca seja, totalmente compreendido – ou reduzido – pela ciência. Por outro lado, no momento em que as corporações de mídia ressaltam o empresário bem sucedido, que venceu na vida e “dá” milhares de empregos em seu complexo têxtil, pelo menos dois comentários são necessários…

O atentado da Rua Santa Clara

O caso Ricardo Gama é exemplar. Se a polícia do Rio não cumprir a sua função e os criminosos não forem identificados, é natural que o medo se espalhe, sobretudo entre os blogueiros progressistas. A liberdade de expressão, fundamento básico da democracia e dos Direitos Humanos, está em jogo. É nesse nível que o atentado da Rua Santa Clara precisa ser tratado…

O teatro do governo do Rio e sua mídia

A conta não fecha. No meio da semana foram divulgadas, repetidamente, imagens de traficantes fugindo da Vila Cruzeiro para o Alemão. Falavam em duzentos homens fortemente armados. Dados do próprio governo dão conta de que no Alemão existiam pelo menos mais 450 traficantes. Para onde foram os 650? Estariam entocados em algum lugar da Serra da Misericórdia? Ou fugiram milagrosamente, já que todas os acessos estavam fechados? O número de fuzis apreendidos divulgado pelo Fantástico inclui os que estavam na Vila Cruzeiro? Ou estão querendo nos fazer acreditar que os bandidos os deixaram para que fossem encontrados no Alemão? Onde foi que a TV Globo aprendeu a somar?

Sobre mídia e política

Em manchete, o Globo critica a diplomacia brasileira. Na página 41, um texto editorial zomba do que chama de “diplomacia companheira”, “que levou o Brasil a se abster em moção na ONU que condenava o Irã por fazer justiça à base de apedrejamento, amputações e chibatadas…