Temer, Trump e os homens fora de moda

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As coisas nunca estão tão ruins que não possam piorar.
Começando pelos americanos, há de se convir que Donald Trump é o típico bobalhão, caricata, que orgulha-se de seus preconceitos e suas ideias, ou melhor, suas anti ideias tomadas pela ignorância, prepotência e desumanidade. Venceu Hillary que, por mais previsíveis que fossem seus passos, também não era lá essas coisas: manteria o intervencionismo e todas as práticas imperialistas que vão de apoio a golpes brancos na América Latina até intervenções militares no Oriente Médio.
O mercado, sempre a preocupação principal dos analistas de direita, já demonstra certa retração. Se isso é bom ou ruim eu já não sei, porque o mercado além de não se preocupar com a humanidade e seu bem estar, se vira para que as coisas fiquem melhores para aquele 1% já de vida farta, independente de quem esteja no poder. Nem que para isso promova mais guerras, exclusão ou arrochos.
Aqui no Brasil, Mr. Fora Temer continua a navegar no barco dos rapapés e bajulações. Ora ampara-se nos vampiros tucanos, que pelo visto já sugaram o que tinha para sugar e agora buscam carreira solo, ora ampara-se nos que já não estão mais por ali, como é o caso do seu antigo fiel escudeiro, Eduardo Cunha. Ou seja, Temer vai cambaleando, escorando-se no nada, cercado pelo espectro dos golpistas e perdido em suas ideias do século XIX.
O mundo encontra-se numa crise existencial. Alguns poucos têm buscado fazer uma autoanálise, tentando melhorar a si para contribuir para o todo. Outros preferem culpar o todo e jogar suas frustrações para o universo, jamais olhando para si. O segundo grupo parece ser a maioria e é por isso que o caos, inevitavelmente, avança. Existem também os céticos que acham que tudo isso é natural e faz parte dos ciclos históricos da humanidade. Para curar a angústia apelam para um método cruel, mas que parece dar certo: salientam, sistematicamente, que uma hora irão morrer.
A previsão futura, depois da vitória desses grupos é como um diálogo entre idiotas: quando não têm capacidade de debate partem para o insulto, braço, quiçá para as armas. Por enquanto eles estão juntos, como é o caso dos brasileiros que fizeram campanha para Trump, na Paulista. Amanhã, fatalmente, irão rosnar um para o outro.
É nessas horas que líderes capazes de promover o bem para além de suas fronteiras, sem agredir, apontar, insultar e conspirar fazem uma falta danada. Mas há quem prefira dizer que sujeitos como esses são incapazes, desonestos e estão fora de moda. A preferência por bufões, com discurso irresponsável e mesquinho é o encontro perfeito com a cegueira odiosa e ignorante, despejadas incessantemente dia após dia.
Haja resistência para aturar Trump, Temer, Moro, Bolsonaro, Dória, Crivella e os demais que acompanham esse séquito vil.
Foto(*): lattuffcartoons.wordpress.com

2 comentários sobre “Temer, Trump e os homens fora de moda”

  1. Ótimo texto (ou seja, bate com tudo o que penso). O grande problema, xará, é que a moda sempre consegue estar mais visível que tudo mais. Nosso melhor consolo é pensar que, pra moda existir, ela sempre vai precisar que haja os insistentes fora-de-moda.

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