A escala 6×1 consolidou-se como uma das expressões mais violentas da exploração capitalista na atualidade. Mais do que uma forma de administrar a jornada, ela passou a operar como mecanismo de controle sobre o próprio tempo de vida da classe trabalhadora.
Escala 6×1
O escandaloso áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro joga a crise política para dentro da extrema direita e provoca novos impactos no cenário nacional.
A greve geral de 1º de maio de 1886 nos Estados Unidos mobilizou cerca de 300 mil trabalhadores em torno de uma única reivindicação, a jornada de oito horas.
Em encontro com centrais, presidente assina também projeto que regulamenta negociação coletiva no setor público e lembra que Temer e Bolsonaro retiraram direitos.
Há um conflito em curso no Brasil que não se trava nas manchetes de economia. É uma disputa silenciosa, mas estruturalmente decisiva, pelo tempo de vida de dezenas de milhões de pessoas.
O debate sobre o fim da escala 6×1 no Brasil se transformou rapidamente em algo maior do que uma discussão sobre jornada de trabalho.
Em entrevista à Folha de São Paulo nesta semana, o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, afirmou ser contrário ao debate sobre o fim da jornada 6×1 e, para justificar sua posição, resumiu sua filosofia em uma frase memorável: “ócio demais faz mal”.
Com o apoio de mais de 70% da população, a PEC que acaba com a escala 6×1 ganhou força e deve ser aprovada na Câmara até o fim de maio. O presidente Hugo Motta tem se mostrado entusiasmado com o projeto e disse que será uma das prioridades da casa em 2026. Trata-se de um milagre de ano eleitoral, já que Motta…








