A ascensão de projetos extremistas reflete uma profunda depressão coletiva diante das promessas não cumpridas da modernidade, mas carrega em si, sob a dinâmica do caos, as sementes para a reconstrução de uma nova ordem civilizatória.
Ecologia
Ameaçado pelo alto custo dos insumos sintéticos e pelas intempéries extremas, o agronegócio precisa incorporar a transição ecológica e os bioinsumos para evitar o próprio colapso.
As emissões de gases de efeito estufa geradas pelas atividades humanas são a principal causa da mudança climática e continuam aumentando, apesar de décadas de negociações internacionais, avanços tecnológicos e políticas de mitigação.
Oxalá desta crise planetária, surja um novo ensaio civilizatório que, esperamos, seja mais integrador, mais humanitário, mais espiritual e mais cuidadoso.
A obsessão pelo crescimento ilimitado em um planeta finito esgota as bases da vida, exigindo a urgência de um novo paradigma civilizatório fundamentado no ecossocialismo.
Enquanto as oscilações do El Niño são temporárias, a destruição contínua gerada pelo agronegócio impõe um colapso hídrico e climático de longa duração.
A transição energética não pode ser compreendida apenas como uma mudança tecnológica. Trata-se de um processo histórico que redefine as bases materiais da economia contemporânea e reorganiza as relações de poder em escala global.
Os recordes em energias renováveis ocultam a reprodução de velhas assimetrias regionais, que impõem ao Nordeste os custos socioambientais do abastecimento do Centro-Sul.
A iminente ruptura nas cadeias globais de insumos forçará o Estado a fazer uma escolha incontornável entre a segurança alimentar da população e os dogmas de lucro do agronegócio.









