Projeto de poder familista e capilar, o neobolsonarismo transforma fé, valores tradicionais e antissistema em hegemonia digital e ameaça chegar ao Executivo federal.
Conjuntura política
O combate efetivo ao medo cotidiano e à corrosão democrática exige responsabilizar diretamente o crime organizado, o Congresso e a elite financeira pela perpetuação estrutural da desigualdade e da violência.
A informação sobre corrupção pode produzir punição eleitoral, mas esse efeito depende de quem recebe a informação, de quem é acusado, das alternativas disponíveis e das predisposições anteriores do eleitor.
Na pouco provável hipótese de termos o Augusto Cury presidente, o que viríamos a ter seria justamente um amador tratando de aprender o que é governar o Brasil.
A dissecação histórica dos conceitos de burguesia e elite revela as engrenagens da desigualdade e o papel da intelectualidade e das lideranças operárias na resistência democrática.
O desafio da esquerda e dos democratas é fazer da razão de massa o sujeito da história, em vez de objeto da extrema direita, desconstruindo as manipulações da canalha.
Das ruínas da financeirização aos abalos climáticos, a vulnerabilidade dos trópicos expõe o preço de se governar para o lucro e contra a soberania.
Ao converter o orçamento municipal em moeda de troca e favor, as oligarquias locais sufocam a cidadania e transformam prefeituras em feudos privados.
O capitalismo contemporâneo caminha para uma fase autoritária em que a democracia liberal torna-se um obstáculo aos fluxos financeiros e à concentração de renda.









