Silêncio nunca mais

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Nas passeatas da direita, pede-se a volta da ditadura. É bom lembrar que a apologia do crime é crime. E para quem não sabe o que seja uma ditadura, é bom se informar.

O golpe que instalou a ditadura militar no Brasil completou 51 anos e ainda há muito a se descobrir o que aconteceu naquele período que matou pelo menos 434 pessoas, boa parte delas sob tortura ou vítimas de execuções e posterior desaparecimento dos corpos.

Para além das descobertas da Comissão da Verdade, a maior parte delas ratificando histórias já conhecidas, o jornalismo tem um papel fundamental para jogar luz nesse período em que a violência dos agentes do Estado calou a boca dos que se insurgiram contra a ilegalidade e arbitrariedade dos governos ditatoriais. As consequências do período de exceção, como apontaram diversos especialistas, incluem a permanência dos métodos ilegais e violentos na atuação policial na democracia que construímos.

Publicamos aqui (veja link abaixo) quatro reportagens – cada uma produzida em um dos anos de vida da Pública – que revelaram novas facetas do período militar – do massacre de camponeses e índios no Araguaia ao bombardeio de moradores do Vale do Ribeira com Napalm. Também se republica o perfil de um delegado do Dops, a partir de entrevistas gravadas com mais de 15 horas de duração, e uma reportagem baseada em documentos do National Archives vazados pelo Wikileaks, mostrando a estranha semelhança entre os métodos da DEA no Cone Sul e a então futura Operação Condor, realizada pelas polícias políticas do Brasil, Argentina, Uruguai e Chile.

Fonte: Agência Pública
http://apublica.org/2015/04/silencio-nunca-mais/

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