A Dália

Na Dália cor de rosa adentrei, / No rosado das pétalas escorreguei, / Abraçando nosso poder interior, / Todos os obstáculos enfrentei.
De repente o vento bateu forte, / Voei longe levando sua semente. / Com amor, adubo e sorte, / No verão, floresci elegantemente.

Mensageiro da Paz

Ecoa o trovão no alto do monte / Um novo horizonte a clarear! / É o Olimpo em oração pela Terra / Pedindo que a guerra aprenda a amar. / Sou eu, o arauto da fraternidade / Na Grécia da felicidade, a paz vai reinar! (Primeira estrofe do samba-enredo)

Medo de Amar

O peito é um bicho acuado que não sabe se entrega,
pois traz na memória o corte de um antigo adeus.
É um querer que se esconde, uma luz que se nega,
com medo de que outros olhos apaguem os meus.

(uma das estrofes – a 1ª do poema)

Ficou pra trás

Subindo a rua da ladeira,
A garoa fina respingando levemente no meu rosto
Dando-me a sensação de prazer e saudades…

Longe já esta a lembrança dos meus dias de criança.
Que sentia a alegria
Quando pela chuva corria.

Batendo com os pés nas poças
d’água, fazendo emergir um sorriso junto com a explosão dos pingos a me molhar!

Hoje renasço das lembranças
Que fortalecem minh’alma,
Contemplando um novo dia cheio de esperanças!

Caco Carva