Houve transformações profundas em relação ao trabalho e à família. A figura do “macho alfa” entrou em colapso – e o ressentimento e “nostalgia” são canalizados em violência.
Feminicídio
O agressor, incapaz de reconhecer limites e recorrer às instituições e às redes de cuidado, assume para si o papel de juiz e executor, impondo sua própria “justiça”.
Isabela Venturoza debate projetos de lei contra discurso de ódio, responsabilidade das big techs e a necessidade de envolver homens na transformação cultural.
Entre o altar, que ainda exclui, e o túmulo, que se multiplica, está o desafio de romper estruturas que, direta ou indiretamente, continuam a dizer às mulheres qual é e qual não deve ser o lugar delas.
Que futuro que se quer / Enquanto u’a mulher houver / A cada seis horas morta? / Onde fica o nascedouro / O berço, a tribuna, o foro / Do machismo em nossa porta?
Ontem, 25/02/2026, finalmente chegou a termo o julgamento pelo STF dos responsáveis pelo assassinato de Marielle Franco. Antes tarde do que nunca! Mesmo sabendo que isto não traz de volta Marielle ao nosso convívio.
Ter nascido de uma mulher nunca foi antídoto contra o machismo. O que transforma comportamento é responsabilização social e jurídica.
Em assinatura de Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio pelos Três Poderes, presidente usa ditado popular para pedir fim da omissão da sociedade e um basta em feminicídios.
Por Dani Conte, de Porto Alegre / Esquerda Online, 31 de janeiro de 2026 Estamos sendo mortas como moscas. Essa é a única frase que descreve a epidemia de feminicídios que vive o Brasil. No…









