
O vernáculo é a voz da alma
A identidade de um povo
Que a cada novo fonema
Se reencontra de novo.
Para não deixá-lo à míngua
Deus mora no céu da língua®
Da menina portuguesa.
Lá se constrói poesia
Metáforas e harmonia
Libertando a singeleza.
👆Versão vernácula 👇Versão mundana
Lambidas despudoradas
Que me deixam vesgo e tonto
Quando a tramela desliza
Eu desabo e me desmonto.
Quem tem fé não fica à míngua
Deus mora no céu da língua®
Da menina de olhos verdes.
Com ele irei me encontrar
Quando ela assim me deixar
Subindo pelas paredes.
Martim Assueros, 5/11/2025
®Referência a O Céu da Língua, espetáculo teatral de Gregório Duvivier

Bacharel em Ciências Sociais, ambientalista e poeta.
