Poema para o Dia Nacional da Língua Portuguesa (5/11)

Imagem: Educa+Brasil

O vernáculo é a voz da alma
A identidade de um povo
Que a cada novo fonema
Se reencontra de novo.
Para não deixá-lo à míngua
Deus mora no céu da língua®
Da menina portuguesa.
Lá se constrói poesia
Metáforas e harmonia
Libertando a singeleza.

👆Versão vernácula 👇Versão mundana

Lambidas despudoradas
Que me deixam vesgo e tonto
Quando a tramela desliza
Eu desabo e me desmonto.
Quem tem fé não fica à míngua
Deus mora no céu da língua®
Da menina de olhos verdes.
Com ele irei me encontrar
Quando ela assim me deixar
Subindo pelas paredes.

Martim Assueros, 5/11/2025

®Referência a O Céu da Língua, espetáculo teatral de Gregório Duvivier

Comédia Poética O Céu da Língua, de Gregorio Duvivier Foto: Joana Calejo.

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